EXPRESSÃO

Exposição ‘Influências’ leva arte, memória e cultura popular à Casa da Cultura

Mostra do artista Washington Queiroz propõe diálogo entre sertão nordestino, Minas Gerais e grandes referências da arte mundial

Por Marcio Antunes

Publicado em 03 de maio de 2026 | 09:00

 
 
Autodidata, Washington desenvolveu sua produção artística a partir da prática e da vivência, sem formação acadêmica formal Autodidata, Washington desenvolveu sua produção artística a partir da prática e da vivência, sem formação acadêmica formal Foto: Arquivo pessoal

A exposição “Influências”, do artista Washington Queiroz, 49 anos, será aberta oficialmente na quinta-feira (7), das 18h às 21h, na Casa da Cultura Josephina Bento, no Centro de Betim. A mostra segue em cartaz até  31 de maio, com visitação gratuita de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, reunindo cerca de 40 obras que transitam entre xilogravuras coloridas, telas vibrantes e composições em técnicas mistas. As peças estarão à venda. 

Com forte influência do sertão nordestino, da cultura popular e das vivências construídas em Minas Gerais, o artista propõe uma imersão artística marcada por cores intensas, texturas expressivas e símbolos regionais que dialogam entre tradição e contemporaneidade. A exposição convida o público a refletir sobre pertencimento, memória e identidade por meio de uma linguagem visual que valoriza as raízes culturais brasileiras.

Segundo Washington Queiroz, a mostra nasceu da mistura de referências acumuladas ao longo da sua trajetória. “Estou me esforçando pra fazer uma exposição muito bonita pra vocês. Estou fazendo uma mistura de técnicas adquiridas com o tempo e com grandes influências de artistas que sou muito fã, como Pablo Picasso, Van Gogh, Salvador Dalí, Mondrian e outros. Amo o cubismo e estou fazendo essa mistura de estilos e técnicas, por isso denominei a exposição de ‘Influências’”, afirma.

Autodidata, Washington desenvolveu sua produção artística a partir da prática e da vivência, sem formação acadêmica formal. Ele trabalha com óleo sobre tela e madeira, explorando elementos do cubismo, impressionismo e da pintura contemporânea, além do que define como um “cubismo regional”.

Outro destaque de sua obra é a releitura da estética do cordel por meio da xilogravura colorida, que ganha novas camadas de significado ao dialogar com influências impressionistas e expressionistas. O artista também reforça a presença do sagrado e do popular, abordando manifestações de fé, religiosidade e humanidade presentes tanto no sertão quanto no cotidiano mineiro.

Para Washington, realizar sua primeira exposição em Betim representa um momento simbólico. “A Casa da Cultura tem um valor simbólico muito forte, e estar aqui representa reconhecimento, mas também responsabilidade. É uma oportunidade de compartilhar minha visão artística com o público e contribuir com a cena cultural da cidade. Estou muito feliz. Espero que seja a primeira de muitas oportunidades”, destaca.