Maria Rosa Del Gaudio sempre viveu em Betim, cidade onde construiu sua trajetória como professora alfabetizadora, pedagoga, docente universitária e mediadora de leitura
Foto: Raul Chaves/Divulgação
Maria Rosa Del Gaudio sempre viveu em Betim, cidade onde construiu sua trajetória como professora alfabetizadora, pedagoga, docente universitária e mediadora de leitura
Foto: Raul Chaves/Divulgação
Uma mulher que viveu mais de 100 anos. Dois países ligados pela memória. Sete filhos e uma filha determinada a não deixar essa história se perder. É desse encontro entre lembranças, imigração e afeto que nasceu "Sobraram Três Dálias", primeiro livro solo da escritora Maria Rosa Del Gaudio, de Betim.
Publicado pela Editora Alpendre, o romance biográfico levou mais de duas décadas para ser elaborado. A história se passa entre a cidade mineira e Camerota, no sul da Itália, e costura histórias de vida, mudanças e pertencimento a partir das vozes da mãe, do pai e da filha. "Eu queria registrar uma história de família antes que ela desaparecesse com o tempo", resume a escritora.
O lançamento da obra aconteceu no fim de maio, no Memorial Noemi Gontijo, no Salão do Encontro, e no Alma da Mata Café, também em Betim. Depois, o livro ganhou uma nova sessão de autógrafos no Spiral com Café, em Belo Horizonte.
Nesta terça-feira (30/6), a autora participa ainda de um encontro virtual promovido pelo Círculo de Alice/Café Literário Itália, em uma conversa sobre o processo de criação da obra.
Em agosto, a escritora estará na Casa da Cultura Josephina Bento e no Núcleo de Cultura e Língua de Herança (NuCLiH) da Universidade de São Paulo (USP), em São Paulo. Já em setembro, Maria Rosa desembarcará na Bienal Internacional do Livro, também em SP.
Nascida em Belo Horizonte, em 1958, Maria Rosa Del Gaudio sempre viveu em Betim, cidade onde construiu sua trajetória como professora alfabetizadora, pedagoga, docente universitária e mediadora de leitura. Desde que se aposentou, em 2011, passou a dedicar mais tempo à literatura, uma paixão cultivada desde a infância.
Além da ficção, a escritora também desenvolve pesquisas sobre o Português como Língua de Herança (POLH). Desde 2018, atua como educadora voluntária em uma iniciativa voltada para famílias brasileiras que vivem em Nápoles, na Itália.
Maria Rosa também integra grupos de escrita e clubes literários. Participou da antologia "Delas para Elas", da Vinca Literária, e da coletânea infantil "O Jardim Encantado", lançadas neste ano.