Abertura oficial será às 20h, no adro da Capela de Nossa Senhora do Rosário, no bairro Angola
Foto: Brandon Santos
Abertura oficial será às 20h, no adro da Capela de Nossa Senhora do Rosário, no bairro Angola
Foto: Brandon Santos
O Reinado de Nossa Senhora do Rosário inicia, neste sábado (25), o tradicional ciclo de celebrações em Betim. A abertura oficial será às 20h, com o hasteamento das Bandeiras de Aviso e da Mão Poderosa no adro da Capela de Nossa Senhora do Rosário, no bairro Angola. As festividades seguem até o último domingo de agosto.
A cerimônia marca o início de um dos principais rituais do Congado betinense e representa um momento de fé, devoção e fortalecimento da identidade cultural da comunidade. Com raízes na história da população negra, o Reinado de Nossa Senhora do Rosário é uma das mais antigas manifestações culturais do município.
Durante o período da escravidão, quando as práticas religiosas de matriz africana eram reprimidas, a Bandeira de Aviso tinha a função de anunciar, de forma simbólica, a aproximação da festa. Viajantes e tropeiros ajudavam a divulgar a celebração ao avistarem a bandeira com a imagem do santo de devoção das irmandades, permitindo que os fiéis se preparassem para o encontro.
Já a Bandeira da Mão Poderosa simboliza um momento de fé, proteção e preparação espiritual. O rito convida os devotos a receberem as bênçãos de Nossa Senhora do Rosário e da mão poderosa de Deus, fortalecendo a comunidade para o período festivo que culmina nas celebrações realizadas no fim de agosto.
Reconhecido como patrimônio cultural imaterial de Betim desde 2011, o Reinado de Nossa Senhora do Rosário inicia, neste ano, uma nova etapa de preservação e valorização com o processo de revalidação de seu registro. A iniciativa tem como objetivo atualizar o inventário da manifestação e fortalecer as políticas públicas de salvaguarda, assegurando a continuidade e a valorização desse importante patrimônio cultural.
O plano de revalidação prevê a atualização cadastral das guardas de congado, pesquisas de campo, mapeamento da manifestação, elaboração da proposta de salvaguarda e produção do dossiê de revalidação. O processo também inclui pesquisas junto aos detentores dos saberes tradicionais, levantamento documental e análise técnica, culminando na elaboração de um relatório que subsidiará futuras ações de proteção, preservação e valorização do Reinado.