FESTIVAL LAÇOS

Guitarrista do Pato Fu, John Ulhoa fala ‘sobre o tempo’

Em conversa com O TEMPO Betim, músico relembra trajetória do grupo e convida betinenses para apresentação neste sábado (22/8)

Por Iêva Tatiana


Publicado em 21 de agosto de 2026 | 08:42
 
 
John Ulhoa é o guitarrista e também um dos principais compositores da banda mineira

O Pato Fu será a atração principal do Festival Laços, que vai celebrar os 120 anos da Drogaria Araujo, neste sábado (22), na Praça Milton Campos. Em entrevista ao O TEMPO Betim, o guitarrista John Ulhoa fala da trajetória do grupo, que completa 34 anos mantendo a formação original – com John, a vocalista Fernanda Takai e o baixista Ricardo Koctus – e contando com dois reforços: o tecladista Richard Neves e o baterista Xande Tamietti.

Assista ao vídeo:

 

O que o Pato Fu vai trazer para a apresentação no Festival Laços, neste sábado?

Este show é um filhote da nossa turnê atual, em comemoração aos 30 anos do álbum ‘Gol de Quem?’. O Pato Fu já está completando 34 anos. Esse foi o nosso segundo disco, e acho que o primeiro da nossa carreira com sucessos que as pessoas conhecem, como ‘Sobre o Tempo’. Será uma apresentação adaptada à ideia de um festival, que terá outras atrações, e menos em cima do disco, mas baseada na turnê.

Certa vez, você disse: ‘Somos a mesma banda. Não somos mais a mesma banda’. O que isso quer dizer?

É muito tempo para uma banda. Somos os mesmos três originais – eu, a Fernanda Takai (vocalista) e o Ricardo Koctus (baixista). Ninguém saiu, só entrou gente [o tecladista Richard Neves e o baterista Xande Tamietti]. Ainda temos um raciocínio muito parecido quando pensamos em música, arranjos, letras e no que podemos oferecer. Eu me pego tendo ideias muito parecidas com as de 30 anos atrás. Não perdemos a essência de entregar coisas criativas, fazer o que as pessoas não estão esperando, fugir do óbvio. Ao mesmo tempo, a gente não é mais a mesma banda: todo mundo envelheceu, está mais maduro, coisas aconteceram, temos coisas diferentes a dizer. A gente mudou, ficou no mesmo lugar, mas continuou andando.

Como você avalia o momento atual da carreira de vocês?

É muito interessante ver o pessoal mais novo nos acompanhando. Fico pensando: será que já somos uma banda clássica? Daquelas que as pessoas indicam quando falam de sucessos dos anos 1990, assim como eu fazia com as bandas dos anos 1960? Talvez, neste mundo de inteligências artificiais em que sucessos aparecem e somem rapidamente, sejamos referência de algo que tenha mais substância. Gosto de achar isso. Se uma pessoa conhecer o Pato Fu agora, creio que terá bastante conteúdo.

Deixe um convite para o público de Betim assistir à apresentação do Pato Fu no Festival Laços, neste sábado (22), na Milton Campos.

Pessoal de Betim, já tem um tempo que não passamos por aí. Vai ser muito legal ver todo mundo lá. Vamos nos sentir em casa, como sempre. Espero que as pessoas que vão ao evento se divirtam muito não apenas com o Pato Fu, mas com todas as atrações do festival. A gente está ansioso. Vai ser legal demais!