DE GRAÇA

Marca de moda afro promove oficina de estamparia em Betim

Atividades acontecerão em quatro sábados de outubro, na Arca; inscrições estão abertas

Por Iêva Tatiana

Publicado em 25 de setembro de 2026 | 14:48

 
 
Reaproveitamento de retalhos é uma característica da marca Quebra Conceito Reaproveitamento de retalhos é uma característica da marca Quebra Conceito Foto: Quebra Conceito/Divulgação

Uma oficina gratuita de estamparia será realizada no município no próximo mês. A atividade integra o projeto Oficinas de Moda: Quebra Conceito e está com inscrições abertas por meio de um formulário eletrônico. Serão ministradas quatro aulas, sempre aos sábados, a partir de 10 de outubro, das 8h às 12h, na Arca Betim (avenida Edmeia Matos Lazzarotti, 680, no Brasileia). A idade mínima para participar é 16 anos.

A proposta, segundo o idealizador da iniciativa, José Correia Domingos (mais conhecido como Juca), é incentivar a criação de uma moda autoral, que não se encaixa nos padrões vigentes. Já em março de 2027, o projeto vai promover uma oficina de reutilização de retalhos.

De acordo com Juca, dono da marca de roupas Quebra Conceito, o capitalismo traz consigo muito desperdício, tanto na produção quanto no consumo de vestuário. "Isso impacta a nossa vida e o meio ambiente, de modo geral. As oficinas têm o objetivo de promover não apenas uma moda diferenciada, mas o resgate da história, da época em que nossas mães e avós aproveitavam os retalhos para criar outras peças", diz.

O projeto conta com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB).

História da marca

A Quebra Conceito nasceu em 1995 e, em 2017, ganhou um viés afro, diversificado, de moda agênero e de upcycling (reciclagem), sobretudo de jeans. Além de um ateliê em Betim, a marca possui uma loja na região Centro-Sul de Belo Horizonte (avenida dos Andradas, 367). 

Juca conta que a reformulação aconteceu com o objetivo de vestir diferentes corpos negros — e brasileiros, de modo geral. "O país é extremamente diverso, mas a gente não encontra nada africano. Temos indiano, italiano, chinês e japonês, mas não africano. A ideia da marca é fazer esse resgate", ressalta o criador, destacando que todas as peças vendidas na loja são entregues em sacolas feitas de retalhos.