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SUPERAÇÃO

Eli Santos, de Betim, disputa pela primeira vez um cinturão no muay thai profissional

Atleta vai enfrentar a Sâmela Leite no Thai Legacy 2, no Espírito Santo

Por Cledemar Duarte


Publicado em 26 de outubro de 2025 | 09:00
 
 
Atleta já disputou 14 lutas na carreira

Qual o limite para a realização de um sonho? Esta pergunta pode ser respondida por uma atleta de Betim, a Elizângela Aparecida dos Santos, ou apenas Eli Santos, de 42 anos, que vai disputar pela primeira vez uma luta profissional no muay thai. Ela está confirmada na disputa do cinturão do Thai Legacy 2, na cidade de Serra, no Espírito Santo, no dia 15 de novembro. A oponente será a Sâmela Leite.

Voltando no início da carreira de Eli Santos, a atleta destaca que a vontade de praticar atividade física começou na infância. “Minha história no esporte começou desde nova, eu sempre tive vontade de fazer um esporte, mas como eu comecei a trabalhar muito cedo, aos 9 anos, eu não consegui. Fui babá muito nova e, quando levava as crianças para fazer aulas de boxe e krav magá, eu ficava lá torcendo, pensando que um dia eu iria fazer aquilo também”, disse.

Com o tempo, Eli Santos casou-se, teve dois filhos e deixou esse sonho de ser atleta. Quando os filhos cresceram, ela retomou o desejo de praticar alguma arte marcial e, nesse momento, conheceu o professor Haroldo “Iron Man”. Na academia, que era situada no Teresópolis, começaram os primeiros passos para a realização de um sonho, lutar muay thai e conquistar vitórias. Logo na primeira luta, em um evento X1, Eli Santos garantiu a primeira conquista, aos 37 anos.A atleta acumula um cartel expressivo de 14 lutas, com dez vitórias e quatro derrotas.

Hoje, a betinense faz parte da equipe Jhemerson Team, de Contagem, mas segue com os treinamentos físicos na academia 4º Elemento, no Jardim Teresópolis, acompanhada do preparador físico Weverton Henrique.   

No dia 15 de novembro, a esportista escreve mais uma página importante da sua caminhada nas artes marciais. “Vou fazer minha primeira luta no profissional, com disputa de cinturão no Espírito Santo. Fui convidada pelo dono do evento para fazer a luta principal. Estou muito grata, primeiramente a Deus e ao meu esposo Fred, que sempre teve muito medo que eu me machuque, sempre preocupado comigo, mas que esteve ao meu lado me apoiando e me carregando pra cima e pra baixo para me ajudar. Sou grata também a Deus pelo apoio dos meus filhos que sempre me encorajaram”, ressaltou a atleta.