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MUNDIAL

Copa do Mundo 2026: colecionadores mantêm viva a tradição dos álbuns de figurinha

A poucas semanas do início do torneio, muitas pessoas tentam completar os álbuns

Por Cledemar Duarte


Publicado em 29 de maio de 2026 | 14:24
 
 
Amigos criaram um grupo no WhatsApp para facilitar os encontros

Em ano de Copa do Mundo, algo que toma conta da rotina de muitos brasileiros é a coleção de figurinhas dos atletas e das seleções que disputam o Mundial. Em Betim, não é diferente. Na cidade, muitas pessoas mantêm viva a tradição, que, geralmente, é repassada dos pais para os filhos.

Entre os colecionadores betinenses estão quatro amigos que criaram um grupo no WhatsApp para facilitar a troca de figurinhas repetidas. Idealizadora da ação, Maria Clara Toledo, de 20 anos, finalizou o primeiro álbum ainda na infância.

“Minha paixão pela Copa veio muito do meu pai, pois sempre tivemos muita conexão. Ele me levava pra banca pra trocar, e eu ficava sentadinha enquanto ele trocava todas as minhas figurinhas, e eu me achava a especial da escola por ter todas as figurinhas”, diz Maria Clara Toledo. “Comecei a montar em 2010, quando tinha 4 anos e meu pai chegou com o álbum da Copa do Mundo daquele ano. A partir daí, todos os anos de Copa eu completei”, conclui.

O jornalista João Pedro Barboza, que atua na área esportiva e se define como um apaixonado pelo futebol, relembra seu primeiro contato com as figurinhas e a conexão com a família a partir da montagem do álbum. “O primeiro álbum que tenho completo é do ano de 2014, quando eu tinha apenas 9 anos. Aprendi com meu avô, que também colecionava, e é um momento legal em família. Recentemente, eu estava trocando na banca e vi muitos pais com os filhos, todos trocando figurinhas, e é uma atividade que aproxima as famílias”, ressalta Barboza.

Outro fator que anima os torcedores betinenses é a esperança do título brasileiro no torneio, conforme destaca Arthur Diniz, de 23 anos. “A gente, que é brasileiro, sempre fica na expectativa e na torcida pra encontrar algum jogador brasileiro. A paixão pelo Brasil é incondicional. Se Deus quiser, neste ano, a gente traz essa taça pra casa”, pontua Arthur Diniz.

Valores

Com o passar dos anos, completar o álbum ficou mais caro. Pela primeira vez, o torneio contará com 48 seleções, em vez das 32 equipes que disputaram edições anteriores. Neste ano, o número total de figurinhas será de 980, a maior quantidade já lançada pela italiana Panini.

Neste ano, cada envelope custa R$ 7 e traz sete figurinhas. O valor do álbum pode variar de acordo com a versão: R$ 24,90 (brochura), R$ 79,90 (capa dura especial) e edição premium, no valor de R$ 359,90.

De acordo com especialistas, para completar a coleção trocando as figurinhas, o gasto será superior a R$ 1.000.

História

Primeiros álbuns. Uma curiosidade sobre a prática de montar álbuns é quando ela teve início. O primeiro álbum foi criado para a Copa de 1950, ano em que o Brasil foi derrotado pelo Uruguai no Maracanã, no Rio de Janeiro. Mesmo com a derrota, o álbum, que foi lançado após o término da competição, se tornou um sucesso nacional. Nos Mundiais seguintes, outros álbuns foram criados, mas, só na Copa de 1970, a Panini, em parceria com a Fifa, lançou o primeiro álbum oficial.

História no Brasil. Apesar do crescimento mundial, a Panini desembarcou no Brasil somente na Copa de 1990, por meio de uma parceria com a Editora Abril. Nos Mundiais seguintes, o Brasil se tornou um dos grandes mercados da marca italiana, principalmente com as conquistas brasileiras nas Copas de 1994 e 2002, além do vice-campeonato, em 1998.