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ECONOMIA

Na véspera da estreia do Brasil, procura por itens da Copa segue aquecida em Betim

Entre otimismo e cautela, comerciantes relatam alta nas vendas de produtos temáticos às vésperas do primeiro jogo

Por Marcio Antunes


Publicado em 12 de junho de 2026 | 19:21
 
 
Verde-amarelo toma conta do comércio para atender à procura dos torcedores por artigos temáticos

Estamos a poucas horas da estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2026, que joga neste sábado (13), contra o Marrocos, mas há dias o verde-amarelo toma conta das prateleiras do comércio de Betim para atender à procura dos torcedores por artigos temáticos. 

Em uma loja na avenida Amazonas, no Centro, uma prateleira inteira foi dedicada aos artigos da Copa. Bandeiras com preços a partir de R$1,99, camisas da seleção por R$ 35, bonés pelo mesmo valor, máscaras (maquiagem) por R$ 12 e sombra (maquiagem) por R$ 32. Segundo os vendedores, boa parte do estoque já foi vendida nos últimos dias.

Gerente de outra loja no Centro, Ana Carla dos Santos afirma que a movimentação de clientes em busca de artigos da Copa tem surpreendido. “Cresceram bastante as vendas. Já pedimos mais mercadorias porque vendemos quase tudo. A procura está bem grande, principalmente pelas bandeiras. Sem dúvida, esta edição está rendendo mais que a passada. As pessoas estão com mais esperança”, relata.

No Camelódromo de Betim, o comerciante Robson Figueiredo, conhecido como Robgol, também percebeu a cidade mais envolvida com a competição. “Pensei que ninguém estava pondo fé no Brasil, mas foi o contrário. Em Betim, o verde- amarelo está dominando mesmo”, afirma.

A procura também aumentou na banca de Wesley Franklin, no Centro. Há 14 anos no local, ele diz que a demanda por itens temáticos tem ajudado a impulsionar as vendas. “A procura está muito grande. Comparando com outras Copas, esta está melhor”, resume o comerciante.

Com a alta demanda, há quem tenha se arrependido de não ter apostado e de não ter se preparado em relação a estoque. Empresária há nove anos, Julien Monique decidiu agir com cautela após a última edição do torneio. “Fiquei com medo. Copa, se o Brasil perde, o produto fica encalhado”, conta. Resultado? Ela viu praticamente tudo que comprou ser vendido. Agora, segundo ela, restam alguns pares de meias com a inscrição “Brasa”, por R$ 30, e tops femininos por R$ 35. “Para minha surpresa, saiu tudo. Mesmo assim, ainda estou receosa. Vamos esperar o primeiro jogo para ver como vai ser”, afirma a empresária do Alterosas.

Para a especialista em vendas e mentora de negócios Cynthia Nogueira, o momento ainda representa oportunidade para quem quer faturar. “A Copa vai trazer resultados de vendas. Quem ainda não se preparou precisa acelerar, investir em campanhas e chamar os clientes”, orienta.

Mesmo com a Copa em andamento, comerciantes podem impulsionar as vendas para o torneio. Para a especialista em vendas e mentora de negócios Cynthia Nogueira, ainda dá tempo de divulgar via Instagram e WhatsApp, criar promoções e decorar o interior da loja. “Quem quer vender precisa chamar o cliente, fazer campanhas, divulgar seus produtos e criar ações que chamem o consumidor”, destaca Cynthia. 

Dicas de vendas 

Para a especialista em vendas Cynthia Nogueira, a reta final da Copa do Mundo exige ação rápida dos comerciantes. Entre as principais recomendações estão reforçar o estoque de produtos temáticos para evitar falta de mercadorias e garantir vendas imediatas, além de investir em marketing por meio do Instagram e WhatsApp para divulgar ofertas e manter a loja visível diante da concorrência.

Ela também orienta a criar promoções, oferecer cashback e distribuir brindes, como figurinhas da Copa, para atrair consumidores e estimular compras por impulso. Outra estratégia apontada é montar um cenário temático na loja, com decoração e ambientação ligadas ao torneio. Segundo a especialista, essas ações aumentam o engajamento do cliente, fortalecem a relação com o público e podem impulsionar o faturamento durante o período do evento esportivo.