Inteligência Artificial entra no jogo nesta Black Friday
Inteligência Artificial entra no jogo nesta Black Friday
A Black Friday sempre contou muito sobre nós. Mais do que sobre os preços. É o momento em que o ser humano olha para uma promoção e pensa “isso aqui é imperdível” e muitas vezes acredita nisso com a confiança de quem acha que encontrou ouro. Só que, neste ano, entrou um novo jogador nesse tabuleiro, a inteligência artificial. E ela não brinca.
A IA não está mostrando só ofertas. Está mostrando você para você mesmo. Ela sabe o horário em que você clica mais, o tipo de produto que faz seu coração bater, o que você abandona no carrinho só para aliviar a consciência. Não é mágica. Não é manipulação mística. É padrão. É comportamento. É você, decifrado pelos seus próprios rastros digitais.
Ao mesmo tempo, algo interessante está acontecendo, o consumidor começou a reagir. Se antes o conselho era “pesquise em três sites”, agora é “faça três boas perguntas para a IA”. E a pergunta que mais está separando quem compra bem de quem compra por impulso é esta, “Esse preço realmente está mais baixo que nos últimos meses?”
Nós, Carolina Trevisan, Cristiane Rosa Kiki e Gisele Ramos, temos visto isso de perto. Quando a pessoa aprende a questionar, a relação com a compra muda. A IA não é emocionada. Não cai no “últimas horas”. Ela pega os números frios, compara o histórico e devolve a verdade que o seu impulso tenta esconder.
E aqui entra algo que, pela nossa experiência com transformação digital, inovação e tomada de decisão em ambientes complexos, precisamos acrescentar. O comportamento que aparece na Black Friday não é diferente do que vemos dentro das empresas. A mesma mente que se apaixona por um “desconto imperdível” é a que aprova projetos sem dados suficientes, segue modismos tecnológicos, investe em ferramentas que não resolvem o problema real ou adota soluções só porque a concorrência adotou. A IA nessa história toda não está tirando autonomia de ninguém. Ela está revelando o quanto nossas decisões já eram automáticas, emocionais e cheias de vieses. Quando a gente aprende a perguntar melhor, a gente deixa de ser conduzido pelo algoritmo e passa a conduzir. E isso vale tanto para um carrinho de compras quanto para decisões estratégicas de milhões dentro das organizações. Usar tecnologia com consciência não é sobre a ferramenta. É sobre maturidade decisória.
E quando a gente usa bem, ela vira uma bússola. Não para decidir por você, mas para te dar clareza. Porque a escolha final continua sendo sua. E é aí que mora a diferença entre usar IA e ser usado por ela.
A Black Friday deste ano está deixando uma lição importante. A pergunta não é “quanto custa?”. É “por que isso apareceu pra mim agora?”. Quem não aprende a fazer essa pergunta vira alvo. Quem aprende vira estrategista.
No fim das contas, inovar é isso. Usar a tecnologia para melhorar a vida real. E comprar com consciência talvez seja a inovação mais prática e mais necessária desta temporada.
Agora fica a nossa dica, antes de fechar qualquer compra, coloque o link da oferta ou o nome da loja na IA para conferir se o preço realmente está abaixo do normal e se o site é confiável. Em segundos você descobre histórico, reputação e possíveis sinais de fraude. É simples, é gratuito e evita prejuízo. Tecnologia bem usada é proteção e consciência na hora de comprar.