RESOLUÇÕES DE ANO-NOVO

Cinco escolhas que vão separar negócios amadores dos preparados em 2026

Confira dicas de ouro para transformar sua empresa ou serviço

Por Inovação e marketing

Publicado em 31 de dezembro de 2025 | 14:33

 
 
O mundo dos negócios entrou definitivamente em uma fase em que improviso já não sustenta crescimento O mundo dos negócios entrou definitivamente em uma fase em que improviso já não sustenta crescimento Foto: Nano Banana / Reprodução
Inovação e marketing
Colunista de Opinião
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Fim de ano chegando e, entre uma conversa e outra, fizemos um exercício simples, mas honesto: olhar para o cenário atual e listar cinco escolhas que, sem exceção, vão entrar na nossa lista para 2026.

Não como promessas vagas de virada de ano.
Mas como decisões conscientes.

E, sendo bem diretas, se você é empreendedor e quer crescer de forma consistente nos próximos anos, provavelmente deveria considerar colocar esses mesmos pontos na sua lista também.

O mundo dos negócios entrou definitivamente em uma fase em que improviso já não sustenta crescimento. Durante muito tempo, boa vontade, esforço individual e intuição foram suficientes para manter empresas funcionando. Hoje, não mais.

As transformações tecnológicas, as mudanças profundas no comportamento das pessoas, a pressão por responsabilidade socioambiental e a instabilidade econômica criaram um ambiente mais complexo, mais exigente e menos tolerante a amadorismos. Crescer passou a exigir maturidade estratégica.

É dentro desse contexto que essas cinco escolhas ganham sentido.

A primeira delas é o uso inteligente da inteligência artificial no dia a dia do negócio. Não como modismo e muito menos como substituição de pessoas, mas como apoio à tomada de decisão, ganho de eficiência, melhoria de processos e liberação de tempo para o que realmente importa.

Empresas que ainda tratam a IA como algo distante ou exclusivo de grandes corporações já estão ficando para trás. Em 2026, usar inteligência artificial não será diferencial. Será pré-requisito para competir com mais clareza, agilidade e consistência.

A segunda escolha tem menos a ver com tecnologia e mais com sensibilidade: entender, de verdade, o comportamento humano. Consumidores mudaram. Colaboradores mudaram. A relação com o trabalho mudou.

As pessoas estão mais críticas, mais conscientes e menos dispostas a aceitar incoerências. Negócios que insistem em liderar, vender e se comunicar como se estivéssemos em 2010 enfrentam dificuldades reais de engajamento, retenção e confiança. Ouvir, adaptar e agir deixou de ser algo “soft”. Virou competência estratégica.

Nesse mesmo movimento, sustentabilidade precisa sair do discurso e entrar no centro da estratégia. Não como pauta paralela nem como ação bonita para redes sociais, mas como parte das decisões do negócio.

Hoje, sustentabilidade envolve impacto ambiental, responsabilidade social, ética, transparência e perenidade. Empreendedores que entendem isso reduzem riscos e constroem marcas mais fortes, mais respeitadas e mais alinhadas com o que a sociedade espera. Em 2026, crescer ignorando esses fatores será cada vez mais caro.

A quarta escolha é fortalecer a resiliência do negócio. Não no sentido de “aguentar o tranco”, mas de criar estrutura real para crescer. Processos claros, gestão financeira organizada, indicadores bem definidos, pessoas certas nos lugares certos e capacidade de adaptação.

Muitos negócios até vendem bem, mas quebram por falta de base. Esse é um erro que 2026 não vai perdoar.

Por fim, nada disso se sustenta sem foco genuíno no cliente. Não no cliente idealizado, mas no cliente real, com dores reais, expectativas claras e inúmeras opções à disposição.

Colocar o cliente no centro significa revisar jornadas, simplificar experiências, entregar valor de forma consistente e construir relações de confiança. Empresas que crescem entendem que vender não é empurrar produto, mas resolver problemas relevantes de forma contínua.

Talvez essa lista não traga grandes novidades. E esse é justamente o ponto.

O desafio de 2026 não está em descobrir o que fazer, mas em parar de adiar o óbvio. Inteligência artificial, comportamento humano, sustentabilidade, resiliência e foco no cliente não são tendências isoladas. São partes de um mesmo movimento de amadurecimento dos negócios.

Quem entender isso agora terá mais chances não apenas de sobreviver, mas de crescer com sentido, consistência e relevância nos próximos anos.

Talvez o maior erro ao virar o ano seja acreditar que 2026 vai exigir algo radicalmente novo.
Na prática, ele vai exigir algo mais raro: coerência.

Coerência entre o que se diz e o que se faz.
Entre a tecnologia que se adota e as decisões que se toma.
Entre crescimento e responsabilidade.
Entre discurso e estrutura.

O futuro dos negócios não será decidido por quem corre mais rápido atrás de tendências, mas por quem escolhe melhor onde colocar energia, tempo e atenção. Em 2026, menos improviso e mais intenção farão toda a diferença.

Não será o ano das promessas.
Será o ano das escolhas.

Desafio da Semana

Olhe para o seu negócio e responda com honestidade:
qual dessas cinco escolhas você vem adiando há mais tempo?

Inteligência artificial, comportamento humano, sustentabilidade, resiliência ou foco real no cliente.
Escolha uma delas e dê o primeiro passo ainda este ano. Pequeno, mas concreto.

Dica da Semana

Antes de definir metas para 2026, defina critérios.
Use a inteligência artificial para te ajudar a pensar melhor, não apenas a fazer mais rápido.

Pergunte:
“Quais decisões eu preciso parar de empurrar com a barriga se quiser crescer de forma consistente?”

Às vezes, a melhor inovação não é acelerar.
É finalmente decidir.

Por Gisele Ramos, Cristiane Kiki e Carolina Trevisan