O problema nem sempre é a quantidade de peças de roupa, mas a velocidade com que somos levados a acreditar que elas envelhecem
Foto: Pinterest/Divulgação
O problema nem sempre é a quantidade de peças de roupa, mas a velocidade com que somos levados a acreditar que elas envelhecem
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Existe uma ideia que se tornou quase uma regra silenciosa: para estar bem vestida, é preciso acompanhar todas as tendências. Talvez essa seja a maior mentira que a moda nos contou.
Se você já teve a sensação de que “não tem roupa”, mesmo com um guarda-roupa cheio, provavelmente não está sozinha. O problema nem sempre é a quantidade de peças, mas a velocidade com que somos levados a acreditar que elas envelhecem.
A moda sempre mudou. O que mudou foi o ritmo. Durante muito tempo, as coleções eram lançadas em ciclos bem definidos. Hoje, as redes sociais transformaram a tendência em um fluxo contínuo: uma estética nasce, viraliza e, poucas semanas depois, já parece ultrapassada. O resultado é uma sensação constante de que estamos sempre atrasados.
Mas existe uma diferença fundamental entre tendência e estilo.
Tendência é um movimento coletivo. Estilo é uma construção individual.
Enquanto a tendência aponta o que está em evidência, o estilo revela quem você é. Ele nasce das suas escolhas, da sua rotina, da imagem que deseja transmitir e, principalmente, do que faz sentido para a sua vida.
Descobrir o próprio estilo não significa se prender a uma única estética. Pelo contrário. É comum que uma pessoa transite entre diferentes referências: mais clássica no trabalho, mais casual no fim de semana, com um toque criativo nos acessórios. O importante é que essas escolhas conversem entre si e reflitam sua personalidade.
Um bom exercício é observar o próprio guarda-roupa. Quais peças você veste repetidamente? Quais cores predominam? Em quais roupas você se sente mais bonita, confortável e confiante? Essas respostas dizem muito mais sobre seu estilo do que qualquer tendência do momento.
Quando entendemos isso, a relação com a moda muda completamente. Em vez de comprar porque todo mundo está usando, passamos a escolher apenas aquilo que realmente faz sentido. O consumo se torna mais consciente, o guarda-roupa mais funcional e vestir-se deixa de ser uma corrida para acompanhar o algoritmo.
Ter estilo nunca foi usar tudo o que está na moda.
Sempre foi saber escolher o que permanece fazendo sentido, mesmo quando a tendência passa.
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