IMPACTO DO ADOECIMENTO

Cuidar de si virou estratégia de negócio, e quem ainda acha que é 'frescura' está pagando o preço

Empresas já estão considerando o bem-estar dos seus colaboradores como indicadores-chave para o desenvolvimento dos negócios; veja o que pesquisas revelam

Por Shirlei Miranda

Publicado em 06 de maio de 2026 | 20:57

 
 
Corpo e mente bem-cuidados tomam decisões melhores; portanto, o que era 'pauta de cuidado' virou resultado nas empresas que enxergaram isso  Corpo e mente bem-cuidados tomam decisões melhores; portanto, o que era 'pauta de cuidado' virou resultado nas empresas que enxergaram isso  Foto: Unsplash
Shirlei Miranda
Colunista de Opinião
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Quem nunca ouviu falar que autocuidado era “coisa de mulher” ou até mesmo “frescura”? Inclusive, muitas de nós éramos fortemente criticadas quando incluíamos em nossa agenda compromissos como salão de beleza, academia e até mesmo médico. 

A carreira, a casa, a família, os amigos… Tudo tinha que vir em primeiro lugar, e, somente se sobrasse tempo, é que “estaríamos liberadas” para cuidar de nós mesmas. 

Se você também resistiu a essas imposições, tenho uma ótima notícia para te dar: o mundo começou a perceber algo que somente a gente enxergava: que o autocuidado é uma estratégia de negócio. 

Não estou falando somente de que as pessoas começaram a valorizar o simples ato de “cuidar de si”. Na verdade, elas passaram a enxergar o reflexo disso nas próprias empresas.  

O problema é que essa revolução começou devido a um cenário de adoecimento mental em massa de empreendedores. Segundo dados da Endeavor, 94,1% dos empreendedores já apresentaram condição adversa de saúde mental, sendo os principais:  

  • Ansiedade (85%)
  • Burnout (37%)
  • Ataque de pânico (22%)
  • Depressão (21%) 

Para as empreendedoras, a dupla jornada de trabalho é mais um fator de risco, especialmente quando se considera que 83% das mulheres enfrentam essa realidade diariamente na capital.

Enfim, poderia listar inúmeros dados que demonstram algo que as mulheres já sabiam há muito tempo e que a ciência só comprovou agora: corpo e mente bem-cuidados tomam decisões melhores. O que era "pauta de cuidado" virou resultado.  

As empresas já estão considerando o bem-estar dos seus colaboradores como indicadores-chave para o desenvolvimento dos seus negócios. Segundo a pesquisa “ROI do Bem-Estar 2025”, conduzida pelo Wellhub, 70% dos CEOs já incluem essa KPI em suas análises. 

Na prática, significa afirmar que os negócios começaram a investir em: saúde mental e emocional; equilíbrio entre vida profissional e pessoal; propósito e cultura.

Inclusive, continuar encarando o autocuidado, o bem-estar e até a felicidade como “frescura” ou “coisa de mulher” não significa apenas adoecer seus trabalhadores, mas também perder dinheiro.

Uma avaliação da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) apontou que doenças mentais geram um impacto econômico global de cerca de US$ 1 trilhão em perda de produtividade. 

Portanto, tratar autocuidado como “coisa de mulher” ficou no passado. Hoje, é coisa de empresa que quer crescer. 
Porque, quando uma empreendedora ou colaboradora se negligencia, o negócio sente. Mas, quando ela se prioriza, o negócio também acompanha. 

E, quando essa lógica se expande para todo o time, o crescimento deixa de ser esforço e passa a ser consequência. 

No fim, a pergunta não é mais se autocuidado é importante, mas quanto o seu negócio já está pagando por ignorar isso? 
 
 

 

                                                         

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                          • Para as empreendedoras, a dupla jornada de trabalho é mais um fator de risco, especialmente considerando que 83% das mulheres enfrentam essa realidade diariamente em BH. 
                            Enfim, poderia listar inúmeros dados que demonstram algo que as mulheres já sabiam há muito tempo e que a ciência só comprovou agora: corpo e mente bem cuidados tomam decisões melhores. O que era "pauta de cuidado" virou resultado.  
                            As empresas já estão considerando o bem-estar dos seus colaboradores como indicadores chave para o desenvolvimento dos seus negócios. Segundo a pesquisa “ROI do Bem-Estar 2025”, conduzida pelo Wellhub, 70% dos CEOs já incluem essa KPI em suas análises. 
                            Na prática, isso significa que os negócios começaram a investir em: 
                            Saúde mental e emocional; 
                            Equilíbrio entre vida profissional e pessoal; 
                            Propósito e cultura. 
                            Inclusive, continuar encarando o autocuidado, bem-estar e até a felicidade como “frescura” ou “coisa de mulher” não significa apenas adoecer seus trabalhadores, mas também perder dinheiro. Afinal, uma avaliação da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) apontou que doenças mentais geram um impacto econômico global de cerca de US$ 1 trilhão em perda de produtividade. 
                            Tratar autocuidado como “coisa de mulher” ficou no passado. Hoje, é coisa de empresa que quer crescer. 
                            Porque quando uma empreendedora ou colaboradora se negligencia, o negócio sente. Mas quando ela se prioriza, o negócio também acompanha. 
                            E quando essa lógica se expande para todo o time, o crescimento deixa de ser esforço  e passa a ser consequência. 
                            No fim, a pergunta não é mais se autocuidado é importante, mas quanto o seu negócio já está pagando por ignorar isso?