
Você já deve ter ouvido esta história: uma mulher cria uma marca, constrói uma clientela, fatura todos os meses, resolve os problemas, coordena pessoas, toma decisões e movimenta dinheiro. Mas, quando alguém pergunta a ela o que faz, ela responde dizendo que “tem um pequeno negócio” ou que “está empreendendo”, entre outros termos que usa para não dizer o que realmente é: empresária! É como se essa palavra ainda fosse grande demais para caber nela. Infelizmente, esse é um dos reflexos mais silenciosos da maneira como as mulheres aprenderam a enxergar o próprio sucesso.
Uma das principais causas disso está na formação de parte das mulheres, que aprenderam que competência deve vir acompanhada de modéstia, que ocupar espaço demais pode soar arrogante e que falar com segurança sobre dinheiro, crescimento ou autoridade pode gerar julgamento.
O resultado? Mulheres incríveis minimizando tudo o que construíram e tudo o que são, mesmo quando os resultados falam por elas!
Enquanto isso, homens frequentemente se posicionam com muito mais segurança mesmo em fases iniciais dos negócios. Mas o problema não existe por causa deles e, sim, pela maneira como a sociedade imputa à mulher essa posição de “humildade”.
No entanto, precisamos estar atentas: chamar você própria de empresária é muito mais do que definir um papel ou tentar mostrar seu sucesso para outras pessoas. Na verdade, é uma forma de se posicionar no mercado.
Afinal, a maneira como a mulher fala sobre o próprio trabalho influencia diretamente:
- O quanto ela cobra;
- O espaço que ocupa;
- As oportunidades que atrai;
- O nível de respeito de recebe;
- A forma como o mercado percebe sua autoridade.
Não se trata de abandonar a modéstia ou deixar de ser humilde, mas de se posicionar de acordo com o cargo que você verdadeiramente ocupa: o de empresária!
Posicionar-se como empresária não significa parecer inacessível, fria ou superior, mas reconhecer o valor do que foi construído.
A boa notícia é que, cada vez mais, as mulheres estão percebendo que assumir a própria potência não é arrogância e, sim, maturidade.
Portanto, se você construiu um negócio, lidera, toma decisões, gera resultado e sustenta crescimento, você não “trabalha com isso”. Você é empresária, assim como eu.