Pesquisa realizada pela Sebrae aponta que 67% das mulheres empreendedoras no Brasil têm entre 35 e 64 anos
Foto: Unplash/Divulgação
Pesquisa realizada pela Sebrae aponta que 67% das mulheres empreendedoras no Brasil têm entre 35 e 64 anos
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Durante muito tempo, a sociedade vendeu para as mulheres a ideia de que existe um prazo para serem relevantes. Os “30 anos” se transformaram no auge da potência feminina, o momento em que a mulher supostamente alcançava o seu mais elevado patamar de beleza e poder.
O problema é que, enquanto a juventude era sinônimo de potência, a maturidade era vista como o começo da invisibilidade. Os “50 anos” eram uma idade temida para qualquer mulher que queria manter o seu poder.
Mas alguma coisa mudou…
Hoje, mulheres acima dos 40 e dos 50 anos estão construindo empresas, fortalecendo marcas pessoais, ocupando espaços de liderança e transformando experiência em autoridade de mercado. A maturidade está se tornando também sinônimo de poder, relevância e até mesmo de beleza!
Essa mudança não está acontecendo porque essas mulheres descobriram sua força tarde demais, mas por só terem percebido agora que não precisam mais pedir permissão para ocupar espaço. E, quando uma mulher bate o pé e diz “eu posso fazer isso, independentemente da minha idade”, outras seguem o exemplo.
Inclusive, uma pesquisa realizada pela Sebrae apontou que 67% das mulheres empreendedoras no Brasil têm entre 35 e 64 anos. Um exemplo é o de Luiza Helena Trajano, que assumiu a liderança do Magazine Luiza quando tinha 43 anos. Hoje, aos 77 anos, ela continua sendo referência para muitas mulheres empreendedoras.
Por muitos anos, mulheres maduras foram empurradas para um lugar de “discrição”, como se depois de certa idade fosse esperado diminuir a ambição, reduzir presença e aceitar bastidores. Afinal, o papel delas era apenas o de governar as casas e cuidar dos netos.
Enquanto isso, a sociedade dizia que homens da mesma faixa etária eram experientes, consolidados e influentes. Quando chegava a “pior fase” da mulher, a “melhor fase” do homem só estava começando.
Contudo, essa lógica começou a falhar no momento em que milhares de mulheres perceberam que maturidade não diminui potência.
E clareza é uma vantagem competitiva enorme, pois a mulher madura geralmente:
- conhece melhor seus limites;
- toma decisões menos impulsivas;
- entende mais sobre relações humanas;
- sabe identificar oportunidades com mais precisão;
- já não sente tanta necessidade de aprovação externa.
Talvez por isso tantas mulheres estejam começando a empreender justamente depois dos 40. Algumas porque os filhos cresceram. Outras porque se cansaram de ambientes corporativos que já não fazem sentido. E muitas porque finalmente entenderam que experiência acumulada também pode virar patrimônio.
Não estou dizendo que o etarismo deixou de existir ou que não existam mais espaços que tentam fazer mulheres maduras se sentirem “ultrapassadas”. Cada vez mais temos mulheres percebendo que experiência é um diferencial e construindo ambientes em que a idade feminina é valorizada.
E você? Também faz parte dessa transformação?