Mulheres transformam um conhecimento, um talento ou uma paixão em fonte de renda
Foto: Unsplash
Mulheres transformam um conhecimento, um talento ou uma paixão em fonte de renda
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Empresa grande, equipe numerosa, expansão constante e faturamento cada vez maior. Quando falamos em empreendedorismo, essas são as principais características que surgem na mente de muitas pessoas.
No entanto, esse “modelo ideal” não combina com a realidade de muitas mulheres, que usam da própria força de trabalho para construir um negócio com o único objetivo de manter sua família.
Estou falando das nanoempreendedoras, que são mulheres que transformam um conhecimento, um talento ou uma paixão em fonte de renda, seja vendendo roupas, doces e cosméticos ou trabalhando com costura, estética e artesanato.
Para manter esse negócio de pé, elas não contam com muitos funcionários, estrutura ou um grande faturamento. Na verdade, muitas fazem isso sozinhas, com as redes sociais (ou os vizinhos) como vitrine e muita disposição para aprender.
Importante ainda destacar que, para a lei, as nanoempreendedoras são aquelas que faturam até R$ 40.500,00 por ano ou R$ 3.375 por mês. Portanto, essa categoria está abaixo do microempreendedor, que pode faturar até R$ 81 mil anualmente.
Durante muito tempo, esse tipo de negócio foi tratado como "bico", renda extra ou algo provisório. Hoje, sabemos que essa visão ficou para trás.
Esses pequenos empreendimentos movimentam a economia, geram renda e, principalmente, proporcionam algo que não tem preço: independência financeira.
Uma pesquisa realizada pelo Consulado da Mulher apresentou dados importantes sobre o nanoempreendedorismo no Brasil:
80% das nanoempreendedoras trabalham sozinhas;
47,7% trabalham informalmente, enquanto 44,2% estão formalizadas;
61% têm entre 30 e 49 anos;
75% começaram a empreender por necessidade;
49% dependem exclusivamente do negócio como fonte de renda.
Em relação aos setores de atuação, a pesquisa revelou que as nanoempreendedoras se encontram principalmente nas áreas de alimentação (51,2%), artesanato, costura e manufatura (20%), beleza e estética (12%) e moda (10%).
Os números deixam claro que o nanoempreendedorismo feminino está longe de ser uma tendência passageira, e sim a resposta de milhares de mulheres que decidiram transformar talento em sustento, criatividade em renda e coragem em independência.
Talvez seja hora de deixarmos de medir o valor de um negócio pelo seu tamanho e passarmos a reconhecê-lo pelo impacto que ele gera na vida de quem o construiu. Concorda comigo?