Captura de Maduro foi celebrada por venezuelanos
Foto: GIORGIO VIERA / AFP
Captura de Maduro foi celebrada por venezuelanos
Foto: GIORGIO VIERA / AFP
A explosão de felicidade pelos gritos de liberdade tomou conta dos venezuelanos no meio de bombas e mísseis que choviam sobre Caracas, atingindo alvos militares. Não se tem registro que bombardeios tenham sido tão festejados na história da humanidade.
Para quem aguardou tantos anos e sonhou com a libertação da miséria material e social, aquela era a sinfonia que acompanhava o fim da tirania de quase três décadas – com os últimos 13 anos de governo de Nicolás Maduro, um ex-motorista de ônibus que levou o país à destruição.
Para o povo venezuelano, nasceu a esperança do fim da decadência, da fome, do desespero que empurraram mais de 20% da população para fora das fronteiras e deixaram milhões enjaulados num país sem liberdade e sem oportunidades. O papel-moeda nos últimos meses serviu apenas como resíduo reciclável. Falido, decrépito, o governo de Maduro não acreditava que teria um fim tão rápido e inglório depois das últimas advertências de Trump.
Quase todos os governos mundiais condenaram a truculência de Donald Trump. Lógico e esperado. Qualquer político se sentiu atingido, não viu o gesto como uma “extração”, termo usado pelo general do Exército americano que conduziu a operação militar, mas como uma usurpação de soberania. Aprovar o método seria autorizar uma regra perigosa.
A questão de Maduro ser visto como líder do mesmo narcotráfico que devasta a população norte-americana nunca esteve em discussão fora dos Estados Unidos. Contudo, as perdas humanas relevantes, de dezenas de milhares de jovens e adultos, serviram para transferir valores exorbitantes a traficantes, geraram gastos exorbitantes com saúde, segurança, que são pagos por todos, até por aqueles que mais necessitam de ajudas sociais. A escalada das organizações criminosas colocou em perigo a própria liberdade da população ordeira e trabalhadora.
A reação deste sábado era de aplausos por parte da direita e de indignação pela esquerda. Entretanto, Trump nesse momento foi endeusado pelas famílias que têm nas drogas seu maior temor. Aquele 80% da população do Morro do Alemão que aprovou o ataque contra o CV (e silenciou os “áulicos dos direitos humanos”) compreende o ato de Trump por sentir na pele a exasperação pelo abandono de seus governantes.
A distância abismal entre um lado da população e os “políticos” pelo mundo afora define este momento histórico. As leis e as regras não atendem mais a população mais simples, e sim os delinquentes politicamente protegidos. Um amigo, grande astrólogo, me passou, em pleno dia 3 de janeiro, sua visão, para mim extremamente complexa, pois nunca tive tempo em minha vida de me adentrar nessa “ciência” fascinante, nessa leitura do universo. Mas me confortou a interpretação dada ao movimento atual dos astros.
“Fim de uma era” e, por consequência, início de outra. Urano em Gêmeos representa a diluição dos extremismos ideológicos e uma forte tendência que vai perdurar mais sete anos com o enfraquecimento da demonização a qualquer custo dos opostos. Estaria se abrindo uma época de compreensão e fraternidade, que terá no primeiro semestre de 2029 fatos que marcarão uma virada de página.
Depois da União Europeia, em 1993, com apenas cinco países se aglutinando – hoje já são 27 – e sem guerras, haverá condições de um acordo mundial, que dará início a uma pacificação sem precedentes no planeta. Haverá ajustes não lineares, que já estão começando nas esferas mais altas. A queda de Maduro vai arrastar outros dentro e fora da Venezuela.
O nosso planeta tem suas anomalias, mas deverá ter em breve um momento extremamente favorável de derrubar limitações do passado. Indica ainda que, depois de 20/2/2026, a conjunção raríssima de Saturno e Netuno às 14h14 em Áries marcará o momento de retomada de grandes transformações, inclusive econômicas.
Assim, o ano de 2026 começou. Ano eleitoral e que tem tudo para ser um ano de surpresas, de início de uma grande mudança, de profunda assepsia ideológica e política para início de uma era de paz.
Aos meus leitores, um 2026 de saúde e paz no fundo de seus corações.