Lula mudou suas estratégias, hoje forjadas pela primeira-dama Janja
Lula mudou suas estratégias, hoje forjadas pela primeira-dama Janja
Decididamente, Lula não é mais o mesmo, aquele Lulinha paz e amor que quebrou as barreiras da desconfiança e avançou num eleitorado moderado, a ponto de se tornar presidente da República nas eleições de 2002.
Não é mais o mesmo Lula que conseguiu fazer sonhar a população mais carente do país, os mais sofridos, ou menos instruídos.
Hoje é o Lula influenciado pela atual esposa.
Como na Revolução Francesa, planejada com extraordinária habilidade pelo oculto poder iluminista, destruiu o país sem precisar de guerras e invasões, apenas servindo-se de instrumentos do povo francês para derrubar o império que dominava grande parte do planeta.
A França não se encontrava em condições sociais piores que a Inglaterra, a Alemanha, a Espanha ou a Itália, despedaçada em pequenos feudos e monarquias. A revolução não serviu ao povo francês; quem se saiu vencedor foram os banqueiros alemães e ingleses.
O “protestantismo” foi o que mais tirou vantagem, e a “City” londrina passou a dominar os cinco continentes. A resposta momentânea acabou sendo Napoleão, como um cometa de muitas labaredas, que se casou com a filha do imperador da Áustria e se apagou no último dos banhos de sangue de Waterloo.
Voltaire teorizou as estratégias revolucionárias desde 1789 até hoje, os métodos e inspirações se repetem em cada revolução. O próprio Voltaire, numa carta a Thiériot, deixa claro que a mentira e a hipocrisia devem ser usadas sem parcimônia. “É preciso mentir como o demônio, não timidamente, nem só peremptoriamente, mas sempre com audácia”. Às mesmas conclusões chegou Collot d’Herbois: “Tudo é licito para a vitória da revolução”. Explica ainda: “Precisa-se de algumas ideias belas e sublimes na aparência, mas que são, na realidade, armas”.
Nenhuma revolução tem como foco corrigir e melhorar, elas querem a destruição do sistema para construir um novo, utópico e contrário aos principais valores vigentes na sociedade. Marx classifica a religião como o “o ópio dos pobres”, e desde Voltaire a religião é que atrapalha e tira poder ao Estado. Nas revoluções “o Estado é Deus”, não pode ter outro.
Para atingir o objetivo, explica Voltaire: “O essencial é dizer às massas a frase exata, sonora e cheia de belas promessas. Pode-se, depois, fazer o contrário do que se promete, que não terá nenhuma importância”. É preciso ser ator, ter forte aparência, encantar e hipnotizar.
A frase exata que embasbacou os franceses: “Liberdade, Igualdade, Fraternidade”. De imediato, Robespierre aboliu as três, na prática substituindo-as pelo terror, pela incerteza, pelas punições cruéis e abomináveis em nome da “democracia jacobina”.
Nunca se mataram tantas pessoas - foram mais de 20 mil guilhotinados e houve incontáveis execuções sumárias nas ruas e campos.
Lula mudou suas estratégias, hoje forjadas pela primeira-dama Janja.
Lulinha de antigamente não teria sequer passado pela Sapucaí, que Janja tentou conquistar. Não mostrou coisas boas, que talvez não tenha conseguido encontrar, mas apenas críticas infelizes aos valores daquele eleitorado que conseguiu fisgar em outras eleições.
O desfile na Sapucaí foi um escárnio dos valores morais que, para a maior parte da população brasileira, são irrenunciáveis e até sagrados.
Na Bíblia os escarnecedores são descritos como tolos, insensatos e arrogantes, destinados ao castigo divino, pois “Deus não se deixa escarnecer”, e colherão o que semearam (Gálatas 6:7).
Colocar em lata evangélicos, famílias tradicionais, símbolos caros aos brasileiros, não foi apenas uma insensatez delirante, mas um gesto eleitoralmente destruidor.
Deixou pano para manga a seus opositores, deu até o entusiasmo que faltava para ir às ruas, aos púlpitos de igrejas e às redes sociais para mostrar como o “demônio” tomou conta do Carnaval.
Não há de se estranhar se as próximas pesquisas eleitorais sinalizarem um recuo de Lula, turbinado ainda pelo “INSS, Master e STF” de seus opositores.