O momento de franca ruptura abriu uma avenida para se livrar de parte do passado
Foto: NASA / DIVULGAÇÃO
O momento de franca ruptura abriu uma avenida para se livrar de parte do passado
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Na última semana se deu a lua cheia no signo de touro, conjugação poderosíssima cultuada desde os tempos mais remotos. No Oriente deram-lhe o nome de Vesak, e a ONU a reconheceu como uma das datas mais importantes do calendário mundial. Comemora-se nesse dia o nascimento, a morte e a iluminação de Sidarta Gautama, quando se elevou ao estado de Buda. Pela crença oriental, este é o estado de vida de ilimitada sabedoria, compaixão e libertação de obstruções mentais. É o homem que superou as limitações humanas e se tornou um deus. Embora originários de tradições diferentes (budismo e cristianismo), os estados búdico e crístico, ambos, descrevem o nível mais elevado de consciência, iluminação e amor incondicional que um ser humano pode alcançar e pelo qual se liberta das limitações materiais, físicas e terrenas.
Também em 25 de abril ocorreu uma transição cósmica da maior importância. Urano, depois de sete anos, deixou o signo de touro para entrar em gêmeos. É considerado um momento de enormes mudanças, de quebras de status, de renovação e revolução.
Pelo lado astrológico, podemos entender o momento peculiar da política no Brasil. Urano concedeu alívio para quem sofria; foram duas derrotas amargas para o presidente Lula. Pela primeira vez em 132 anos, um indicado ao cargo de ministro da Suprema Corte foi rejeitado. Logo em seguida, com sabor de vitória, caiu o veto da Lei da Dosimetria, que alivia as absurdas condenações impostas pelo STF a centenas de manifestantes de 8 de janeiro de 2023.
O binômio Lula/STF, que valeu a descondenação, considerada impossível, e a eleição à Presidência de um condenado, enfraqueceu. Para isso pesaram as tramoias, as perseguições desnecessárias, a falta de grandeza moral que resvalou em atrocidades jurídicas. O excesso descabido das condenações envelopadas de argumentações frágeis e “arranjadas” gerou uma multidão de “mártires” na arena de Brasília. Foi o sofrimento e sangue deles que fortaleceu o cristianismo em Roma.
Esse fenômeno vale desde sempre – a dor é o componente mais importante, o cimento para erguer um templo e criar a união em defesa da paz. Sem ele dificilmente se geram condições propícias. As situações mansas deixam tudo como está, não levam a unir multidões sob o mesmo ideal. Assim, a ação externa, provocadora de dor, de revolta, cria o ideal de defesa da liberdade que levanta o povo de sua apatia.
Os injustiçados e seu sangue derramado tiveram o poder magnético, milagroso e transformador. Os injustiçados serão os “eleitos”, os primeiros a entrar no reino do céu. Essas regras são mais poderosas que o maquiavelismo, que pode ganhar por um tempo até se exaurir sua força material, que não é sentimental, não é divina, mas racional e demoníaca. A história ensina o fim dos déspotas, dos usurpadores, e, se pegarmos episódios, veremos que as forças de síntese (construção, enlevo) e antítese (destruição, queda) se alternam. O sangue derramado fica e exige seu pagamento.
Os planetas se encarregam de ajudar com suas forças, descendo do cosmo para as nossas planícies. E o resto de 2026, depois de Urano destrancar as forças de renovação e o despertar?
O momento de franca ruptura abriu uma avenida para se livrar de parte do passado. Acena para a superação generosa das divergências, para purgar o sistema e prepará-lo para os avanços e os progressos reclamados, que priorizam o resgate da miséria de milhões de brasileiros.
Brasil, terra adorada. Brasil, pátria amada! Quadrante abençoado, dotado de recursos e condições inigualáveis para se tornar um instrumento de equilíbrio do planeta, de recuperação das condições ambientais e sociais que garantam o alimento e o futuro das próximas gerações. O futuro, mais do que com esperteza, será construído com firmeza, grandeza de visão, exemplos de cima para baixo e sabedoria.
Eleições estão vindo e, ao que Urano indica, serão de transformação, com notável assepsia dos mais altos escalões. Isso dependerá de o eleitor escolher as propostas que acenam com integridade, responsabilidade, honestidade, experiência e capacidade de quem vai governar – sem as quais nada de proveitoso se tornará possível.