Na ordem: João Marcelo, de Nova Lima; Heron Guimarães, de Betim; e Marília Campos, de Contagem
Foto: FM O Tempo/Divulgação
Na ordem: João Marcelo, de Nova Lima; Heron Guimarães, de Betim; e Marília Campos, de Contagem
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Os casos de alta e média complexidade na área da saúde estão entre as maiores preocupações dos prefeitos eleitos nas maiores cidades da região metropolitana de Belo Horizonte, Betim, Nova Lima e Contagem. Nesta segunda-feira (7 de outubro), os prefeitos eleitos Heron Guimarães (União Brasil), Marília Campos (PT) e João Marcelo (Cidadania), que irão chefiar as três cidades, respectivamente, nos próximos quatro anos, participaram de uma edição especial do Café com Política de FM O TEMPO e conversaram sobre as prioridades dos governos.
“Hoje a gente tem consciência de que se não se unir e colocar a agenda metropolitana para que o governo nos dê a mão, a gente não consegue resolver”, afirmou Marília. A prefeita reeleita em Contagem destacou o que descreveu como um problema das cidades da região metropolitana: as consultas especializadas, da média e da alta complexidade. “Quem regula é o Estado. Então o nosso paciente fica dez dias na UPA em Betim, 15 dias da minha UPA, esperando ir para Belo Horizonte. Isso tem que ser abraçado também pelo governo do Estado”, apontou a prefeita.
João Marcelo, também reeleito, afirmou que casos de alta e média complexidade também representam um problema para Nova Lima. “Quando a gente pensa na atenção primária, a gente está fazendo dever de casa, mas quando a gente pensa na alta complexidade, a gente fica ainda muito atrelado a responsabilidade do Governo do Estado a Belo Horizonte”, apontou. “Esse é o sofrimento, o cidadão bater na nossa porta precisando de uma transferência e a gente não ter liberdade. A gente não tem interferência nisso e nem tem que ter, o sistema que tem que funcionar da melhor maneira possível para atender a saúde do cidadão”, declarou.
Eleito pela primeira vez para o cargo de prefeito de Betim, Heron Guimarães relembrou a atuação como secretário de Saúde da cidade e apontou que consórcios, como aplicados em cidades melhores, podem não representar uma solução ideal para a região metropolitana de BH. “A forma consórcio tem que ser muito aperfeiçoada. Às vezes não são tão ilibados. Temos situações de contratos de adesão, de atas que nos deixam em situação constrangedora. Eu acho que isso tem que ser repensado sim. Meu pensamento é conversar, agora o diálogo é a palavra-chave. Betim, Contagem, Nova Lima, têm que liderar o processo. Nós não podemos ficar na mão de consórcio”, definiu o prefeito eleito.
Ainda durante o programa, Marília destacou a necessidade de uma nova regulação por parte do governo de Minas Gerais. “Quem hoje faz a regulação é o governo do Estado, é a capital, Belo Horizonte. Então, esse sistema tem que mudar, porque a gente vai para Belo Horizonte com um paciente para fazer um cateterismo ou para fazer uma cirurgia. É quase que um favor. O recurso do governo federal, vai para Belo Horizonte, então os hospitais, todos os procedimentos, eles estão em Belo Horizonte. Consórcio não vai resolver o nosso problema. Tem que modificar, é a regulação do sistema”, concluiu a prefeita de Contagem.
Entrevista concedida a Thalita Marinho e Guilherme Ibraim