CAFÉ COM POLÍTICA II

Heron Guimarães: ‘Eleição municipal tem que ficar apartada da polarização’, diz pré-candidato à prefeitura de Betim

Filiado ao União Brasil, Guimarães avalia ser possível disputar o pleito sem ceder ao radicalismo político

Por O TEMPO


Publicado em 03 de junho de 2024 | 13:06
 
 
Heron Guimarães

O pré-candidato à Prefeitura de Betim Heron Guimarães (União Brasil) defendeu, nesta segunda-feira (3), que a eleição municipal não pode ser contaminada pela polarização entre as extremas esquerda e direita, sob risco de prejuízo ao diálogo entre o município e as lideranças do Executivo estadual e federal. 

“Você pode ter suas ideias, suas convicções, mas isso faz mais diferença no parlamento do que no poder Executivo, sobretudo no municipal, que precisa do governo do Estado, que é liderado pelo Partido Novo, e do governo federal, com o PT”, afirmou o pré-candidato, em entrevista ao Café com Política, na FM O TEMPO 91,7 FM.

Heron Guimarães lembrou que a política em Betim tem extenso histórico de polarização, marcado principalmente pela rivalidade entre PT e PSDB, entre o fim dos anos 1990 e início dos anos 2000. Para ele, no entanto, essa dualidade começou a ser quebrada com a eleição do prefeito Vittorio Medioli (sem partido), em 2016, então filiado ao extinto PHS. 

O pré-candidato admitiu que será difícil evitar a contaminação das eleições pela polarização entre partidos situados nos extremos do espectro político, mas defendeu que “por mais que você tenha ideias de direita ou de esquerda, não é preciso adotar o radicalismo”. Ele ressaltou, inclusive, que a escolha de se filiar ao União Brasil não foi pautada apenas pelo posicionamento da legenda, que é de centro-direita, mas levou em consideração os quadros da legenda e pela capacidade de articulação do partido junto aos governos estadual e federal.

“Esse debate (da polarização) deve interferir de certa forma, mas nosso campo conseguiu agregar bem e pacificar a polarização. Estamos com 11 partidos de diferentes espectros da política. Temos o PSB e o PDT junto com a gente. Temos o PL, o União, o PP, o Republicanos e o DC, que são do campo mais conservador, também do nosso lado. E acho que em Betim vamos conseguir superar esse debate, que é inócuo e não leva a muito, sobretudo em uma política municipal”, argumentou o pré-candidato, que é apoiado pelo atual chefe do Executivo de Betim, Vittorio Medioli.

Veja a entrevista completa: