
O deputado estadual eleito Vittorio Medioli (PL) entregou ao senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, um plano de desenvolvimento para o Vale do Jequitinhonha e a Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). O documento foi apresentado durante agenda de campanha do postulante em Capelinha, no Vale do Jequitinhonha, nessa quinta.
A proposta prevê investimentos em saúde, infraestrutura, educação e outras áreas, com o objetivo de reduzir as carências históricas do Vale do Jequitinhona e transformar a riqueza gerada pela extração de lítio em benefícios para a população local. Segundo Vittorio, o plano foi construído quando seu nome começou a ser cogitado para disputar o governo de Minas e conta com a aprovação do governador eleito.
“O Cleitinho não pôde estar aqui, mas já tinha aprovado e inclusive assinado esse plano de fortalecimento do Vale do Jequitinhonha. É um plano estruturante para o desenvolvimento da região, para enfrentar as carências de saúde, de infraestrutura, de ensino e praticamente em todas as áreas. Ouvindo as diretrizes do governador, o plano foi elaborado para dar um grande impacto aqui na região”, afirmou Vittorio.
Cleitinho Azevedo (Republicanos) precisou de atendimento médico em Brasília (DF) após passar mal no Senado, depois de um discurso que mirou diretamente o atual governador Mateus Simões (PSD). O governador eleito foi diagnosticado com um pico de pressão arterial e não pôde viajar para Capelinha, onde iria se encontrar com Flávio Bolsonaro.
Segundo Vittorio, Minas Gerais teria recursos próprios para tirar o projeto do papel, mas a intenção é obter o compromisso de Flávio com a iniciativa caso ele seja eleito presidente. “Tem recursos em caixa vinculados aos acordos de Brumadinho e Mariana, tem contrapartidas da VLI, da Vale, tem um pacote de recursos que nós encontramos suficientes para fazer esse projeto aqui, que de Vale do Jequitinhonha teria esse apelido de Vale do Lítio, assim como o Vale do Silício, na Califórnia”, afirmou.
Além do plano para o Jequitinhonha, Vittorio apontou a renegociação da dívida de Minas Gerais com a União como uma das prioridades em discussão na equipe de transição. Segundo ele, o futuro governo estuda auditar os valores cobrados pelo governo federal e avaliar medidas judiciais para contestar encargos que considera indevidos. “Tem várias questões que nós vamos colocar, inclusive auditar essa dívida. Eu já conversei com ex-secretários, ex-governadores e todos concordam que os juros aplicados foram acima daquilo que era legal”, pontuou.
Uma das possibilidades seria rever os termos da negociação relacionada às perdas de arrecadação provocadas pela Lei Kandir, que desonerou exportações de produtos primários e semielaborados. Outra alternativa em discussão é criar um fundo soberano com receitas provenientes da exploração de minerais estratégicos. “Existem muitas ideias. Estou citando algumas, porque quando isso circula pela imprensa gera um debate; se tiver outras ideias, que venham. Estamos recolhendo essas ideias para fechar um plano de enfrentamento da dívida”, disse Vittorio.