Mobilização prró-Flavio Bolsonaro teve concentração na Praça do Encontro, na região Central, e percorreu diferentes bairros do município
Foto: Brandon Santos
Mobilização prró-Flavio Bolsonaro teve concentração na Praça do Encontro, na região Central, e percorreu diferentes bairros do município
Foto: Brandon Santos
Apoiadores do senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) realizaram uma carreata em Betim neste sábado (24/10), véspera do segundo turno das eleições presidenciais. A mobilização teve concentração na Praça do Encontro, na região Central, e percorreu diferentes bairros do município.
Entre os participantes estavam Vittorio Medioli, ex-prefeito de Betim e deputado estadual eleito pelo PL, e Bruno Engler, deputado estadual reeleito do PL. Durante a mobilização, os dois defenderam a candidatura do senador e criticaram a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Medioli afirmou que o objetivo era ampliar a votação de Flávio Bolsonaro e pediu atenção à fiscalização do processo eleitoral. “Precisamos dar a maior votação possível e ficar atentos à fiscalização nas ruas, para que não aconteçam irregularidades”, declarou.
O primeiro turno mostrou vantagem de Flávio Bolsonaro sobre Lula em Betim. O candidato do PL recebeu 113.009 votos, o equivalente a 48,72% do total de votos válidos, enquanto o petista teve 95.603 votos (41,21%). A diferença entre os dois foi de 17.406 votos no município.
O ex-prefeito também avaliou que o ambiente político era favorável à candidatura do senador. Segundo ele, parte da população deseja experimentar uma alternativa ao governo do PT. “Eu acho que o clima é muito favorável à eleição de Flávio Bolsonaro, não apenas em Betim, mas de maneira geral. Há um crescimento da vontade de lutar”, afirmou.
Bruno Engler afirmou que o grupo estava confiante na reta final da campanha. “A gente está muito confiante. Acho que nosso trabalho é levar a verdade até as pessoas. O PT está desesperado, ligou a metralhadora de mentiras, mas a gente tem a verdade ao nosso lado”, declarou.
Engler também citou mobilizações realizadas em Belo Horizonte e Betim como demonstrações de apoio à candidatura do PL. Durante a entrevista, mencionou a participação do governador eleito de Minas, Cleitinho (Republicanos), em uma atividade pela manhã, em Belo Horizonte, e criticou declarações atribuídas a Lula sobre o futuro de Minas Gerais.
“Nós vamos aposentar o Lula, virar essa página e colocar o Brasil no caminho da prosperidade. Amanhã é Flávio Bolsonaro e é 22”, afirmou, em referência ao número do PL na urna eletrônica.
Durante a entrevista, Vittorio Medioli também criticou o que considera falhas na atuação do poder público, mencionando a carga tributária, a redução de serviços e medidas adotadas pelos governos em momentos de dificuldade financeira.
Na avaliação dele, a população busca uma gestão comprometida com o desenvolvimento econômico e a melhoria dos serviços públicos. “Hoje, a vontade popular é experimentar algo novo, que tenha compromisso com a prosperidade, a melhoria da qualidade da educação e da saúde e a ampliação das oportunidades”, disse.
Medioli citou sua experiência à frente da Prefeitura de Betim como referência para o modelo de administração que defende. Segundo ele, durante seu governo, a gestão priorizou a economia de recursos, a competência administrativa e a austeridade.
Ao comentar as propostas que Flávio Bolsonaro poderia apresentar para Minas Gerais, Engler destacou medidas relacionadas ao combate à corrupção, à redução de impostos e da burocracia e à segurança pública.
“Eu acho que o Flávio vai trazer uma melhora para o Brasil inteiro, principalmente no combate à corrupção, na redução de impostos e da burocracia e na melhoria da segurança pública, com tolerância zero com a criminalidade”, disse.
O deputado também abordou a situação fiscal de Minas Gerais e a dívida do estado com a União. Segundo ele, Flávio Bolsonaro teria se comprometido com Cleitinho a retomar um dispositivo do programa de renegociação das dívidas estaduais, o Propag, que permitiria utilizar investimentos em áreas como infraestrutura e segurança pública para abater parte da dívida. Engler afirmou que o presidente Lula vetou esse dispositivo e que a retomada da medida poderia ampliar a capacidade de investimento do governo mineiro.
“É um mecanismo que vai ajudar muito o estado, que está em uma situação fiscal complicada. Com essa possibilidade, o governo poderá pagar a dívida investindo em infraestrutura, rodovias, segurança e melhorias para a vida dos mineiros”, declarou.