INVESTIGAÇÃO

Polícia Civil prende em Betim suspeito de agredir deputada Duda Salabert e assessor

O episódio se deu no início de setembro, durante a campanha eleitoral, em meio a uma fiscalização em uma área de mineração clandestina em Nova Lima

Por Simon Nascimento


Publicado em 28 de outubro de 2026 | 20:05
 
 
A deputada Duda Salabert (PDT-MG) propõe suspensão das patentes norte-americanas de remédios usados nos tratamentos de doenças graves

Um homem suspeito de agredir a deputada federal Duda Salabert (PSOL-MG) e o assessor dela e ex-candidato à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Felipe Gomes, foi preso em Betim pela Polícia Civil de Minas Gerais nesta quarta-feira (28/10).

Ele é suspeito de ter participado das agressões contra a parlamentar e o assessor. O episódio ocorreu no início de setembro, durante a campanha eleitoral, em meio a uma fiscalização em uma área de mineração clandestina em Nova Lima, na Grande BH, durante a madrugada. Duda denunciou que ela e o assessor foram espancados por criminosos. O crime, segundo a deputada, ocorreu próximo à alça de acesso ao município, na BR-356, nas redondezas do BH Shopping. 

Em nota após a prisão do suspeito, Duda Salabert pediu que as investigações sobre o caso avancem. “Fui surpreendida hoje com a notícia da prisão de um bandido  que tentou me matar e matar o Engenheiro Ambiental, Felipe Gomes, enquanto exercíamos nossa função de fiscalizar um crime ambiental. É fundamental que as investigações avancem para desmantelar toda a rede criminosa, principalmente quem compra o minério ilegal e financia essa cadeia”, ponderou. 

Ainda segundo Salabert, o episódio de agressão não vai interromper a rotina de fiscalizações em áreas de mineração ilegal. “Não vão nos intimidar. Seguirei colocando meu corpo à disposição do enfrentamento à mineração ilegal e de quem lucra com a destruição de Minas Gerais”, complementou. 

O caso 

À época, ao denunciar as agressões à Polícia Militar e à imprensa, Duda disse que os agressores a reconheceram durante as agressões, questionando sua insistência em investigar a atividade ilegal. "Eu tinha convicção de que iam matar", declarou durante uma coletiva de imprensa. O caso foi registrado inicialmente pela PM como lesão corporal, tipificação contestada pela parlamentar. Ela sofreu escoriações e luxação no ombro direito, enquanto o assessor, que concorreu a uma cadeira na ALMG, levou chutes na cabeça e no corpo.

A parlamentar detalhou que o local do crime contava com infraestrutura criminosa, abrigando rádios comunicadores, retroescavadeira e uma base de monitoramento. Ao perceberem a aproximação de invasores no terreno, as vítimas tentaram fugir por um barranco. Contudo, sofreram quedas e acabaram alcançadas pelos suspeitos.

"Quando a gente vai desvencilhar deles e eles vão me chutando, para mim ficou muito claro que ele sabia quem eu era", relatou a deputada que teve os celulares tomados durante as agressões.