
Os vereadores de Betim entregaram, na reunião ordinária desta terça-feira (10/2), um cheque simbólico de quase R$ 16 milhões à prefeitura. O valor representa a devolução de recursos economizados pelo Legislativo ao longo de 2025 e foi repassada pelos 23 parlamentares ao prefeito Heron Guimarães (União Brasil).
Ao receber o cheque, cuja parte do montante já foi repassado ao município, Heron destacou o papel da Câmara e da presidência do Legislativo, comandada pelo vereador Leo Contador (Cidadania), na economia. Para ele, a devolução de recursos do Legislativo aos cofres municipais só é possível quando há responsabilidade administrativa. “Primeiramente, nós temos que ressaltar o trabalho do nosso presidente da Câmara, Léo Contador, que fez uma gestão eficiente, porque só sobra dinheiro quando se tem gestão eficiente. E depois os demais vereadores, que compreenderam a importância de colaborar com o Executivo Municipal”, afirmou.
O prefeito pontuou ainda que, em Betim, a relação entre os poderes não seria de subordinação. “Não estou falando aqui de subserviência, estou falando aqui de parceria, estou falando aqui de fiscalização honesta e justa”, disse. Heron também afirmou que a devolução dos quase R$ 16 milhões colaborou para que o município fechasse as contas em 2025 com superávit.
Sobre a destinação do recurso, o prefeito explicou que o valor é livre e que, por compor o superávit municipal, suas possibilidades de uso são ampliadas. “Podemos aplicar este dinheiro, por exempli, na renovação do parque semafórico da cidade e na estruturação do Clube da Fiat, espaço que pode receber, futuramente, uma grande instituição ligada à área da educação, em parceria com o governo federal e o Ministério da Educação”, sinalizou Heron.
Questionado se a devolução poderia ser maior, Heron avaliou o montante como adequado. “É um valor razoável, um valor bom e um valor que corresponde a um orçamento maior de quase 80% dos municípios de nossa Minas Gerais”, afirmou o chefe do Executivo.
O presidente da Câmara, vereador Leo Contador (Cidadania), explicou que o recurso devolvido é fruto da economia obtida com a gestão financeira do Legislativo. “Isso foi um recurso que nós economizamos através da administração financeira do Poder Legislativo, dos investimentos, do imposto de renda, do ISS, tudo que o Poder Legislativo conseguiu economizar ao longo de 2025 e devolvemos para o Executivo, ajudando as políticas públicas”, disse.
O presidente reconheceu que ainda há espaço para ampliar a economia, mas apontou dificuldades estruturais. Segundo ele, um dos principais problemas do Legislativo atualmente é o gasto com aluguéis “Nós temos um problema crônico aqui no Poder Legislativo, que são os aluguéis”, disse, destacando o objetivo de, no futuro, viabilizar uma sede própria que concentre toda a administração e reduza despesas com imóveis e estacionamentos. A previsão é que esse espaço funcione no antigo Hotel Pozzobon, na praça Milton Campos.
Sobre a aplicação do recurso, Leo Contador defendeu que o dinheiro seja destinado a obras estruturantes, especialmente voltadas à população mais carente. Ele citou como exemplo o projeto “Nosso Beco, Nosso Bem”, da atual gestão, que prevê pavimentação, sinalização, iluminação e melhorias urbanas em becos da cidade.