SAQUE RETIDO

PF deflagra operação contra suposto esquema de corrupção nas eleições de 2024 em Betim

Investigação começou às vésperas do pleito, quando uma mulher foi flagrada sacando R$ 61 mil em benefício de um candidato a vereador

Por Sara Lira

Publicado em 11 de fevereiro de 2026 | 09:06

 
 
Instituição cumpriu seis mandados de busca e apreensão Instituição cumpriu seis mandados de busca e apreensão Foto: Polícia Federal/Divulgação

A Polícia Federal deflagrou, em Betim, a Operação Saque Retido. A ação,  realizada nesta quarta-feira (11/2), com o objetivo de reprimir a prática de crimes de corrupção eleitoral, identificou irregularidades que teriam ocorrido nas eleições municipais de 2024.

Conforme a corporação, a investigação começou às vésperas do pleito eleitoral, quando uma mulher foi identificada e abordada ao realizar um saque em espécie no valor de R$ 61 mil em uma agência bancária. A suspeita é que o recurso tenha sido empregado na campanha eleitoral no município.

A mulher, vinculada a um então candidato a vereador, já havia efetuado outros saques e ainda pretendia realizar novas retiradas até a data das eleições, todas em valores expressivos, informou a PF em um comunicado divulgado.

Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão. Como as investigações correm em sigilo, não há informações oficiais sobre os locais onde as diligências foram realizadas. O que a Polícia Federal revelou é que não houve prisões e que foram apreendidos celulares, computadores, documentos e dinheiro.

No fim da manhã desta quarta, a Câmara Municipal se pronunciou esclarecendo que “não houve qualquer averiguação da Polícia Federal nos edifícios-sede da Casa”. Apesar disso, a movimentação de vereadores entrando e saindo da Câmara foi intensa. 

Se for comprovado um esquema de financiamento irregular de campanha e de compra de votos, os envolvidos poderão responder pelos crimes de falsidade ideológica eleitoral, de corrupção eleitoral e de associação criminosa.