
O Partido Liberal (PL) tem à mesa os nomes do empresário e ex-prefeito de Betim, Vittorio Medioli, e do presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, como opções para serem lançados candidatos ao governo de Minas em outubro. O cenário de uma candidatura própria é tratado como viável caso a legenda opte por não formalizar alianças com o governador Mateus Simões (PSD) ou com o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos).
De acordo com o presidente do PL em Minas, deputado federal Domingos Sávio, o partido intensificará as conversas após o término da janela partidária, que se encerra em 4 de abril, para definir o palanque dos liberais no estado. A decisão final, conforme já relatado por O TEMPO, ficará a cargo do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, do deputado federal Nikolas Ferreira (PL) e do presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto.
“O Flávio Roscoe é um nome com potencial, o Vittorio Medioli é um nome com potencial, e isso na hipótese de não consolidarmos uma aliança com Mateus e Cleitinho e com ambos nós ainda estamos dialogando”, ressaltou Domingos Sávio. No caso de Simões, as conversas avançam mais sob o comando de Nikolas Ferreira, que tem estreitado, desde o ano passado, relações com o governador recém-empossado após a renúncia de Romeu Zema.
Por outro lado, um eventual apoio a Simões enfrenta resistência em alas do diretório mineiro. Neste sentido é que os nomes de Medioli e Roscoe ganham força. O presidente da Fiemg, inclusive, se licenciará da entidade a partir da próxima quinta-feira, 2 de abril. Ele se filiará ao PL nesta terça-feira (31/3), em Brasília, e nos bastidores é tratado também como um possível candidato a vice-governador. Vittorio Medioli, por sua vez, assinou a entrada nos quadros da legenda no dia 24 de março, sob o desejo de concorrer a uma cadeira na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
“Nós temos o Cleitinho, que já manifestou apoio ao Flávio Bolsonaro, o governador Mateus Simões já manifestou que deseja muito ter o PL na sua chapa majoritária, e nós temos também que ter a prerrogativa de uma candidatura própria”, ilustrou. “A definição da chapa só ocorrerá na convenção. O que o PL não pode é se precipitar nessa escolha, principalmente porque temos boas opções. Não temos só uma única opção ou nenhuma, como outros partidos”, complementou Domingos Sávio.