
Servidores da saúde e da administração municipal foram à Câmara Municipal de Betim, durante a reunião ordinária dessa terça-feira (28/4), para cobrar apoio dos vereadores junto ao Executivo municipal para a realização de mudanças no Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV) da categoria.
Entre os principais pontos apresentados, está, além da progressão na carreira, a reestruturação das carreiras por grupos ocupacionais, levando em conta escolaridade e jornada de trabalho, com foco em garantir isonomia e segurança jurídica do funcionalismo.
Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Betim (Sindserb) de Betim, Geraldo Teixeira, as propostas dos trabalhadores já foram apresentadas pelo sindicato na reunião da comissão do PCCV com o Executivo, ocorrida no último dia 25 de março. Ainda conforme o Sind-Serb, atualmente, a prefeitura conta com 1.188 servidores efetivos na administração, 4.484 na saúde e 3.222 na educação.
“A correção e as melhorias do PCCV são algo primordial para os servidores. Defendemos o direito à progressão sem barreiras injustas, assegurando evolução na carreira com critérios claros e igualitários. Também queremos que a prefeitura corrija a defasagem salarial de servidores que têm vencimentos abaixo do salário-mínimo, atualmente em R$ 1.696,12”, explicou Teixeira.
A pauta de reivindicações inclui o combate às desigualdades entre categorias. Segundo o Sindserb, existem disparidades salariais entre cargos com atribuições semelhantes, além de mudanças feitas desde a criação do PCCV, em 1996, que não atendem com isonomia todo o funcionalismo.
“Não é aceitável a manutenção de privilégios para poucos enquanto a maioria enfrenta estagnação salarial e falta de reconhecimento. Defendemos o combate às desigualdades entre grupos ocupacionais, garantindo tratamento justo entre servidores da saúde, da administração e demais áreas”, completou o presidente.
De acordo com o sindicato, o impacto financeiro das propostas é estimado em 4,71% na folha de pagamento. “É um percentual viável diante da situação fiscal do município e dentro dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal”, finalizou Geraldo Teixeira.
A reportagem de O TEMPO Betim entrou em contato com a Prefeitura de Betim para saber quais as propostas do município para o funcionalismo, mas, até a publicação desta matéria, não houve retorno.