APERTA O CERCO

Projeto prevê fechar estabelecimentos em Betim por venda irregular de fios de cobre

Empresas que comprarem, venderem, armazenarem ou transportarem esse material sem origem comprovada poderão sofrer cassação do alvará de funcionamento

Por Lisley Alvarenga


Publicado em 05 de maio de 2026 | 16:23
 
 
Em abril, um homem foi preso em Betim em uma operação contra furto e receptação de cabeamento de semáforos

Um projeto de lei que prevê a interdição de estabelecimentos em Betim que comercializarem cabos e fios de cobre sem comprovação de origem lícita foi aprovado em segunda discussão, na reunião da Câmara Municipal de Betim, nesta terça-feira (5/5). Para entrar em vigor, a proposta de lei precisa, contudo, ainda passar por votação final e ser sancionada pelo prefeito Heron Guimarães (União Brasil). 

Pelo texto, empresas que comprarem, venderem, armazenarem ou transportarem fios e cabos sem origem comprovada poderão sofrer cassação do alvará de funcionamento, além de outras sanções administrativas. A medida também se estende a materiais metálicos oriundos de redes elétricas e de telecomunicações. 

O projeto de lei estabelece ainda multa de R$ 10 mil por infração, com valor dobrado em caso de reincidência, além da apreensão do material irregular. Também está prevista a possibilidade de interdição cautelar do estabelecimento durante a apuração da irregularidade, que deve ser concluída em até 60 dias, com garantia de defesa ao proprietário acusado. 

Segundo o vereador Rony Martins (Republicanos), autor da proposta de lei, o furto de fios e cabos virou um problema sério em Betim e tem afetado diretamente a população. “Não é só prejuízo financeiro. Esses crimes impactam serviços essenciais como energia, internet, transporte, além de hospitais, comerciantes e escolas”, afirmou. 

O vereador chamou atenção ainda para o ciclo que existe entre o furto e a comercialização desse tipo de material irregular, que estaria ocorrendo “sem controle” na cidade. “O projeto atua justamente nisso, responsabilizando os estabelecimentos que compram esses materiais sem comprovação de origem. A ideia é dificultar a receptação para reduzir o furto”, disse. 

Conforme a matéria, os valores arrecadados com multas deverão ser destinados a ações de segurança pública e combate ao furto de cabos no município. O texto também autoriza parcerias entre o poder público, concessionárias e órgãos de segurança para reforçar a fiscalização.