Encontro reuniu cerca de 100 moradores dos bairros Casa Amarela e Parque Ipiranga
Foto: Carolina Miranda / O Tempo Betim
Encontro reuniu cerca de 100 moradores dos bairros Casa Amarela e Parque Ipiranga
Foto: Carolina Miranda / O Tempo Betim
Daqui a 30 dias, moradores dos bairros Casa Amarela e Parque Ipiranga, na região do Citrolândia, voltarão a se reunir com representantes da Copasa, da Prefeitura de Betim e da Câmara Municipal para avaliar se houve melhora no abastecimento de água da região. O compromisso foi firmado durante audiência pública realizada na noite desta quarta-feira (6), em um sítio do bairro Casa Amarela, que reuniu cerca de 100 moradores afetados pelas constantes interrupções no fornecimento.
Entre os relatos ouvidos no encontro no Casa Amarela, a dona de casa Cleide Teixeira da Mata, moradora do bairro, afirmou que convive com as falhas no abastecimento há 35 anos. “Eu lido com esse problema de água aqui tem muito tempo. Às vezes você passa a semana sem fornecimento. Você compra água para sobreviver”, contou. Segundo ela, por morar em uma parte mais alta do bairro, o fornecimento costuma demorar ainda mais para chegar. “É muito difícil você abrir uma torneira e não sair uma gota de água”, desabafou.
O engenheiro José Roberto Miranda, também morador do Casa Amarela, relatou prejuízos causados pela instabilidade. “Já há vários anos tem caído demais a qualidade do abastecimento. A gente fica vigiando o dia que a água vai chegar. No fim de semana você nem precisa contar com água, porque não tem mesmo”, afirmou. Apesar das dificuldades, ele disse sair da reunião esperançoso. “Estou vendo comprometimento. Espero que realmente tragam soluções.”
Autor do requerimento da audiência pública, o vereador Roberto da Quadra afirmou que o encontro ocorreu após diversas reclamações da comunidade. Segundo ele, mais de 100 famílias sofrem diretamente com a falta d’água na região. “A Copasa deixou aqui uma esperança no coração de cada morador de que há solução e que vão atrás dessa solução”, declarou. O parlamentar informou ainda que ficou definido um prazo de 30 dias para avaliação inicial das medidas e um novo acompanhamento em até 60 dias.
Representando a prefeitura, o secretário adjunto de Obras e Manutenções de Betim, Gustavo Felipe Dutra, afirmou que o município fará acompanhamento “sistemático e incisivo” das ações da Copasa. Segundo ele, a administração municipal também busca recursos ligados aos acordos de reparação da tragédia de Brumadinho para ampliar investimentos em saneamento e abastecimento. De acordo com a prefeitura, reuniões periódicas serão mantidas para monitorar a evolução do serviço e cobrar respostas mais rápidas da concessionária.
Já o gerente regional da Copasa, Iann Amaral, informou que a companhia já havia assumido compromissos anteriores para melhorias no sistema, incluindo a implantação de novas unidades de bombeamento e a duplicação de adutoras na região. “Essas ações já foram concluídas e agora estamos fazendo um ajuste mais fino, verificando caso a caso para saber se o problema foi realmente sanado”, explicou. Ele afirmou ainda que a empresa retornará em 30 dias para avaliar os resultados das intervenções e que novas medidas poderão ser adotadas caso os problemas persistam.