Italiano e naturalizado brasileiro na década de 1980, Vittorio Medioli iniciou a carreira política como deputado federal, eleito pela primeira vez em 1990
Foto: Fred Magno / O TEMPO
Italiano e naturalizado brasileiro na década de 1980, Vittorio Medioli iniciou a carreira política como deputado federal, eleito pela primeira vez em 1990
Foto: Fred Magno / O TEMPO
Cotado para se candidatar ao governo de Minas pelo Partido Liberal, o ex-prefeito de Betim e empresário Vittorio Medioli (PL) relembrou sua trajetória política durante o programa Café com Política, exibido nesta sexta-feira (26/6) no canal no YouTube de O TEMPO. Italiano e naturalizado brasileiro na década de 1980, Vittorio iniciou a carreira política como deputado federal, eleito pela primeira vez em 1990 não por um “sonho herdado dos pais”, mas por uma “necessidade” de contribuir para o Brasil, de acordo com ele.
Após também ter passado pela prefeitura de Betim, Vittorio coloca o nome à disposição do PL para uma eventual candidatura própria da legenda para o governo de Minas.
Conforme Vittorio, a família dele não tem tradição política. Essa linha veio, em especial, da esposa, Laura Medioli, ligada ao ex-prefeito de Belo Horizonte Cristiano Machado, que concorreu à Presidência da República em 1950.
“Entrei na política não porque tive um sonho herdado por parte dos meus pais. Entrei por necessidade. A diferença de princípios que tem na base da política europeia e brasileira são muito diferentes”, explica. “Eu vim para colaborar. Eu estranhei também a perda do potencial que o Brasil tem, que os brasileiros possuem, e a necessidade, inclusive, de incorporar métodos, princípios, valores e experiências que em outros países são mais avançados.”
Fundador do Grupo SADA, Vittorio começou no setor de transportes, mas o grupo, atualmente, atende diferentes setores econômicos. Ao se desenvolver como empresário, ele conta que esbarrou no desejo de melhorar o país e estimular determinados espaços.
Vittorio foi eleito deputado federal por quatro vezes seguidas. A primeira delas, em 1990. Apesar da atuação como político, ele explica que buscou separar as carreiras.
“Nunca misturei os negócios e a política. Não tenho nenhuma ligação. A receita do meu grupo não tem um centavo do poder público. Não temos financiamentos públicos, não temos contratos públicos, concessões. Fiz disso uma barreira até para não ter qualquer desconfiança”, reforça.
Em 2016, Vittorio Medioli foi eleito prefeito de Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, logo no primeiro turno. O feito se repetiu em 2020, quando foi reeleito para o cargo com 76% dos votos. Conforme Medioli, o município, apesar do potencial econômico e estrutura privilegiada, estava em uma situação “calamitosa” quando ele assumiu o Executivo.
Nos oito anos de mandato, Vittorio destaca que reduziu o desemprego e ampliou os investimentos em saúde e educação, em especial, dos anos iniciais. Para ele, o trabalho com a população mais vulnerável de Betim também contribuiu para o desenvolvimento da cidade ao longo de sua gestão.
“No meu mandato, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) subiu vertiginosamente porque investi muito na saúde, na educação fundamental, no saneamento básico, na geração de oportunidades de emprego. E aí, Betim floresceu.”
Na avaliação de Medioli, um bom gestor precisa ter projetos, preparação e princípios. Ele conta que, quando foi eleito prefeito de Betim, firmou o compromisso de não custar nada para o poder público. Desta forma, viagens e itens de uso pessoal foram arcados com recursos próprios, e não da administração municipal.
“Você tem que ter compromisso com a verdade, com a honestidade, com a competência, com a vontade, com a austeridade. Você tem que ser austero”, reafirma.