
O ex-prefeito de Betim Vittorio Medioli está disposto a disputar as eleições ao governo de Minas em 2026 pelo Partido Liberal. Falta a legenda definir os rumos que irá tomar no estado. Entretanto, a pouco mais de três meses para o pleito, Vittorio acredita que o partido não deveria mais adiar a decisão de como entrará na corrida para o Palácio Tiradentes.
Em entrevista ao programa Café com Política, exibido nesta sexta-feira (26/6) no canal no YouTube de O TEMPO, o ex-prefeito comentou sobre as expectativas para as eleições de 2026 e sobre os resultados da pesquisa DATATEMPO, em que, em um dos cenários testados, ele aparece numericamente em terceiro lugar nas intenções de voto para o governo de Minas.
Conforme Medioli, ainda é necessário que haja uma convenção partidária para que o PL bata o martelo para as eleições de 2026. Entretanto, ele destaca que tem forte apoio de deputados federais e estaduais para entrar na disputa representando os liberais.
“Está sendo negociado, ao longo dos últimos três meses, de fazer uma composição com o candidato do Republicanos, o senador Cleitinho, que não assume uma posição firme. O último adiamento foi para a final da Copa. Nós já estamos a 90 dias da eleição. Não dá para adiar mais. Tem que organizar a eleição”, cobra.
Para o pleito em Minas, o PL estuda duas possibilidades: compor com o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) ou lançar uma candidatura própria. O parlamentar, entretanto, vem adiando a confirmação se irá ou não concorrer no pleito. O objetivo do PL, em especial, é formar um palanque consolidado no estado para o senador Flávio Bolsonaro (PL), que se coloca como pré-candidato para a Presidência da República.
“Nós vamos entrar com um programa. Nós podemos resgatar Minas Gerais, como espero que Flávio Bolsonaro resgate o Brasil. Eu acredito nisso. Nós poderemos dar uma grande colaboração a partir de Minas, dando aquilo que o povo precisa”, afirma Vittorio.
Nos bastidores, Medioli já foi cotado para disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) em 2016. A princípio, ele descarta o desejo de retomar um cargo parlamentar e vê uma maior possibilidade de contribuição no governo de Minas. No entanto, reforça que irá seguir o que o PL definir.
“Digamos que o PL decida que eu não seja nada, nem candidato a deputado estadual. Não tem nenhum problema. Acho que, provavelmente, para mim vai ser melhor, porque eu vou ter muito menos trabalho”, brinca. “Mas sentar na cadeira de governador é uma responsabilidade. Eu tenho. Sentei na cadeira de prefeito, fiquei anos sem férias”, relembra.
Para o ex-prefeito de Betim, a cadeira de governador de Minas deveria ser ocupada por quem tem experiência. Ele faz uma analogia à pilotagem de um avião, em que é necessário uma pessoa especializada no veículo e não, por exemplo, um ciclista.
“É assim também em um governo. Um governo precisa ter a humildade, a responsabilidade para se preparar. Se você passa por uma seleção em uma empresa, você tem que mostrar a capacidade, o currículo, o preparo. Você estudou, você tem resultados também para mostrar, um determinado potencial te habilita a ocupar um cargo. Agora, no cargo de governador, nós temos muitos e muitos anos que não tem gente preparada”, afirma.
Ele explica que há diferenças entre gerir uma empresa privada e uma máquina pública. Por isso, o nível de preparação para um governo estadual deve ser ainda maior.
“Administrador público é outra coisa muito mais complexa, complicada, você tem uma série de limitações porque tem um orçamento fiscalizado. É um desafio hercúleo. Para sentar como prefeito, exercer uma prefeitura com grande resultado, tem que estar preparado.”
O ex-prefeito de Betim Vittorio Medioli recebeu de forma positiva o resultado da pesquisa DATATEMPO, que testou as intenções de voto para os pré-candidatos ao governo de Minas em 2026. Em um dos cenários testados pelo levantamento, Vittorio aparece numericamente em terceiro lugar, logo após o senador Cleitinho Azevedo e o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT).
Em entrevista ao programa Café com Política, Vittorio reforçou que ainda não está fazendo pré-campanha, o que demonstra que as intenções de voto ocorreram de forma orgânica e pelo reconhecimento de sua atuação política.
“Eu achei muito bom, porque eu não estou em campanha. Tem 16 meses que estou fora das redes sociais. Retornei semana passada, então não fiz nenhum tipo de propaganda, nem divulguei o meu nome, nem aquilo que eu fiz”, avalia. “Agora, circulando as minhas propostas e entrando em campanha, eu vou batalhar. E eu acho que tenho muito a mostrar. Eu tenho 75 anos. Graças a Deus, estou bem de saúde, funciona tudo bem. Tenho uma experiência que a vida me deu, tanto no campo público, privado, social, que posso colocar à disposição de Minas Gerais”, reforça.