MOBILIDADE

Decreto prevê desapropriação de terrenos privados no Centro para obras de alteamento da ferrovia

Intervenção pretende desafogar o trânsito e reduzir o risco de acidentes; área do Camelódromo não será afetada

Por Sara Lira

Publicado em 05 de junho de 2026 | 15:01

 
 
Imagem prevê como ficará a via férrea após as obras de elevação Imagem prevê como ficará a via férrea após as obras de elevação Foto: Divulgação do projeto

Quatro terrenos particulares no Centro de Betim serão desapropriados para a realização de obras de alteamento da linha férrea. A medida está prevista do Decreto n° 53.205, divulgado no “Órgão Oficial” do dia 28 de maio.

Os terrenos ocupam uma área de 1.419,94 m2, com perímetro de 170,93m. Eles ficam localizados às margens da ferrovia entre as ruas Pará de Minas, Amin Fares Debian e Dr. Gravatá.

De acordo com o procurador-geral do município, Joab Ribeiro Costa, a desapropriação é  necessária para atender às necessidades previstas no projeto. "É um projeto que vai desafogar o trânsito e reduzir o risco de acidentes", justifica Joab. 

Essa é uma das três obras previstas em linhas férreas na cidade. As outras duas serão realizadas, posteriormente, no Jardim das Alterosas e no Imbiruçu. No total, serão investidos mais de R$ 300 milhões nas três intervenções, recurso proveniente do acordo de repactuação da Vale em razão da tragédia de Brumadinho. Desse montante, cerca de R$ 80 milhões serão direcionados para as intervenções no Centro.

"No Alterosas, a proposta estudada também é de alteamento. O objetivo é entregar, até o fim de julho, os projetos aprovados pela VLI e pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres). Quanto ao Imbiruçu, ainda está em estudo qual será a melhor solução", explicou a secretária municipal de Desenvolvimento Urbano, Bárbara Cajazeiro.

Entenda

A intervenção prevê o alteamento da linha começando pelo pontilhão próximo à prefeitura e seguindo uma extensão de 1 km até as proximidades com o viaduto do Lapinha, para que a via férrea passe por cima da estrutura. 

"Vamos manter o mesmo sentido da linha já existente hoje. Porém, por questões de segurança, teremos que alterar um pouco o traçado, pegando as quatro casas paralelas à rua. São elas que iremos desapropriar", completa Bárbara.

A obra também prevê um retrofit da via abaixo da linha férrea, no sentido paralelo. A partir da rua Dr. Gravatá, será feita uma requalificação com a construção de ciclovia, faixa de pedestres e jardinagem.

Ciclovia prevista na parte debaixo, de forma paralela ao alteamento da linha férrea.

"A licitação deve se iniciar ainda em julho. A previsão é que as obras comecem no início do ano que vem, com expectativa de conclusão em cerca de dois anos", finaliza o procurador-geral do município.

Ainda segundo ele, a área onde está instalado o Camelódromo, diferentemente do que havia sido noticiado pelo O Tempo Betim, não será afetada pelas obras, permanecendo em seu funcionamento normal.