DENÚNCIA

Primeira oitiva da comissão sobre a Revisa dura mais de duas horas

Solange Aparecida Silveira, procuradora da instituição, foi a primeira a prestar depoimento, na Câmara Municipal de Betim, nessa segunda (8) 

Por Lisley Alvarenga


Publicado em 09 de junho de 2026 | 11:57
 
 
Comissão é presidida por Alexandre da Paz (foto) e tem como relator Ivanildo Petrovale

A comissão especial criada pela Câmara para apurar denúncias envolvendo a entidade Revisa iniciou nessa segunda-feira (8/6) a fase de oitivas com o depoimento da procuradora da instituição, Solange Aparecida Silveira. Segundo o presidente da comissão, vereador Alexandre da Paz (MDB), a primeira audiência durou mais de duas horas.

De acordo com o parlamentar, Solange respondeu às perguntas formuladas tanto pela presidência quanto pelos demais membros da comissão, em um depoimento que ele classificou como "um pouco pesado", mas conduzido de forma tranquila.

Ainda conforme Alexandre da Paz, a oitiva permitiu esclarecer dúvidas relacionadas ao processo para investigar a entidade.

Veja o vídeo:

 

A comissão

A fase de depoimentos faz parte dos trabalhos da comissão instaurada pela Câmara em 18 de maio para investigar denúncias relacionadas à intenção de se destinar, por meio de emendas parlamentares impositivas e de bancada, quase R$ 4 milhões para a Revisa.  

Nesta terça-feira (9/6), está previsto o depoimento de Salete Aparecida Santos, atual presidente da Revisa e irmã da procuradora ouvida nessa segunda. Já na quinta-feira (11/6), os vereadores deverão ouvir Maria de Fátima Cardoso Rolim, citada durante as investigações como prestadora de serviços de consultoria para a entidade. 

Alexandre da Paz informou ainda que a próxima semana será dedicada à oitiva de mais três pessoas. Entre os convocados deverão estar representantes da prefeitura e vereadores que indicaram as emendas parlamentares.  

A expectativa da comissão é concluir a fase de oitivas ainda neste mês. Segundo o vereador, a intenção é finalizar a apuração, elaborar o relatório conclusivo e encaminhar o documento ao Ministério Público de Minas Gerais. 

A investigação

No início dos trabalhos da comissão, os vereadores solicitaram à entidade e à prefeitura uma série de documentos considerados essenciais para a investigação, entre eles comprovantes de serviços de consultoria, planos de trabalho executados nos últimos dois anos, atas, procurações e documentos relacionados à operacionalidade da instituição. 

Sobre a denúncia

O caso ganhou repercussão após uma diligência realizada no endereço cadastrado pela entidade, no bairro Brasileia. Na ocasião, equipes da prefeitura informaram não ter localizado o imóvel indicado nos registros oficiais da Revisa. 

Paralelamente aos trabalhos da Câmara, o caso também é acompanhado pelo Ministério Público, que conduz procedimento próprio sob sigilo.