
O empresário e ex-prefeito de Betim, Vittorio Medioli (PL), disse que uma possível candidatura do ex-secretário Marcelo Aro para o governo de Minas e “surreal”. Durante convenção da legenda, nesta segunda-feira (27/7), ele defendeu ainda o fim da espera dos liberais por uma definição do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos).
Para Medioli, o PL deve avançar com a formação de uma chapa independente do Republicanos. “Compreendo a hesitação do senador Cleitinho, mas acredito que não vai haver desfecho, essa excitação vai permanecer o tempo todo”, disse ele sobre a indefinição de Cleitinho. O ex-prefeito ainda demonstrou descrença sobre uma possível candidatura do senador.
“Os adiamentos são seguidos, por três meses, semana a semana. Portanto, se não há essa decisão nesses 90 dias, provavelmente não haverá nos próximos dias. Temos que enfrentar essa realidade, enfrentar o momento eleitoral e organizar o partido”, frisou.
Segundo Medioli, o PL deve avançar com uma candidatura própria ao governo do estado, enquanto o Republicanos siga em outra chapa. “O que parece é que existe uma forte pressão de agentes externos sobre o Republicanos. Acredito que deveria ser liberado o PL para formar sua chapa, o Republicanos formar a sua, e a qualquer momento podem se juntar. Sem essas pressões ocultas que têm acontecido”, acrescentou.
Sobre a possibilidade de uma aliança em torno do ex-secretário de Governo do estado, Marcelo Aro (PP), o ex-prefeito criticou a possibilidade. “Isso me parece meio surreal”, criticou ele ao defender que a hipótese só seja aceita caso seja acertado um rompimento de Aro e do governador Mateus Simões (PSD). “Tem que desfazer um casamento para casar com outro, não se pode casar com dois ao mesmo tempo. Agora, teria que resolver essa situação. Depois de resolvido nós podemos realmente pensar em uma coligação”, finalizou.