
A advogada Daiane Aline de Andrade Silveira, de 36 anos, domiciliada no bairro Alvorada, na regional Imbiruçu, em Betim, é apontada como sócia ou presidente de 108 empresas, entre holdings, imobiliárias e sociedades que atuam em setores como mineração, mercado imobiliário, cervejarias e aviação executiva, de acordo com dados cadastrais consultados pela reportagem de O TEMPO. Ela não mora no endereço declarado para fins legais, como atesta a própria mãe, que informou: “Daiane não mora aqui; mora na Pampulha”.
Segundo informações obtidas pela reportagem, Daiane Aline estaria atualmente residindo na Europa. Relatos de pessoas que afirmam conhecê-la indicam que ela teria deixado o Brasil recentemente após visitar os pais e se estabelecido inicialmente na Europa, onde teria obtido autorização de permanência.
As informações apontam que as empresas continuaram registrando movimentações até junho de 2026. Ainda segundo os registros analisados, a empresária possui três linhas telefônicas fixas cadastradas — uma em Betim e outras em Belo Horizonte e Nova Lima — além de pelo menos seis números de telefonia móvel com códigos de área da Região Metropolitana da capital.
Fontes ouvidas pela reportagem afirmam que, até o momento, não há informações sobre medidas restritivas adotadas contra Daiane pelas autoridades responsáveis pelas investigações que atingiram integrantes da família Vorcaro. Também não haveria registros de apreensão de aparelhos telefônicos vinculados a ela ou de medidas de sequestro envolvendo bens relacionados às empresas das quais participa.
Entre os ativos associados a essas sociedades estaria a aeronave de prefixo PP-WNG, cuja propriedade seria compartilhada por empresas ligadas ao sobrinho de Daniel. Felipe Cançado Vorcaro e Daiane Aline de Andrade Silveira. Segundo as informações recebidas, o avião continuaria em operação.
Outra informação encaminhada à reportagem aponta que registros cadastrais vinculados a Daiane Aline de Andrade Silveira teriam sido alterados cerca de 30 minutos após a publicação de reportagem de O TEMPO sobre o caso na noite de ontem.
Segundo a denúncia recebida, as modificações observadas dependeriam de acesso autorizado a sistemas restritos, normalmente disponíveis apenas para operadores habilitados. A hipótese levantada pela fonte é a de que possa ter ocorrido auxílio interno de pessoas com acesso aos bancos de dados consultados.
A alegação ainda não foi confirmada pelas autoridades competentes e demandaria apuração específica para verificar se houve intervenção indevida em cadastros ou eventual vazamento de informações protegidas.