Reunião acontece após o encerramento dos trabalhos da comissão especial, instaurada pela Câmara no dia 18 de maio
Foto: Brandon Santos
Reunião acontece após o encerramento dos trabalhos da comissão especial, instaurada pela Câmara no dia 18 de maio
Foto: Brandon Santos
A Comissão de Ética da Câmara Municipal de Betim se reúne na próxima quarta-feira (19/8), às 9h, para dar início à análise do caso Revisa. O primeiro encontro será usado para organizar os documentos já reunidos e definir como será o andamento dos trabalhos.
Presidente do colegiado, Klebinho Rezende (Avante) explicou que vai levar aos demais vereadores todo o material que recebeu da comissão especial que investigou o caso, além de outros documentos relacionados à denúncia. “Depois da apresentação desse material, vamos estabelecer um cronograma para a análise e definir as próximas medidas", completou.
A convocação oficial da reunião foi feita nesta quinta-feira (13/8). De acordo com Klebinho, o documento foi encaminhado aos cinco membros da Comissão de Ética, à presidência da Câmara e à diretoria das comissões.
A reunião acontece após o encerramento dos trabalhos da comissão especial, instaurada pela Câmara no dia 18 de maio para investigar denúncias relacionadas à destinação de recursos públicos à entidade social Revisa, registrada no bairro Brasileia e apontada como beneficiária de quase R$ 4 milhões previstos na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026 por meio de emendas parlamentares impositivas e de bancada.
No início dos trabalhos, a comissão notificou a entidade e a prefeitura para apresentação de documentos considerados essenciais para o andamento das investigações. Entre os materiais solicitados estão comprovantes de serviços de consultoria, planos de trabalho executados nos últimos dois anos, atas, procurações e documentos que atestariam a não operacionalidade da instituição.
As denúncias ganharam repercussão após questionamentos sobre o funcionamento da Revisa. Em diligência feita no endereço cadastrado pela entidade, no Brasileia, equipes da prefeitura disseram não ter localizado o imóvel de número 352 indicado nos registros oficiais.
O caso também é acompanhado pelo Ministério Público de Minas Gerais, mas o processo tramita sob sigilo.