Marília Campos discursou na Praça Tiradentes e, depois, seguiu em caminhada até a Praça do Ceabe
Foto: Brandon Santos
Marília Campos discursou na Praça Tiradentes e, depois, seguiu em caminhada até a Praça do Ceabe
Foto: Brandon Santos
Em sua quarta visita a Betim durante a corrida eleitoral, a candidata ao Senado pelo PT, Marília Campos, destacou a necessidade de abrir um diálogo com o próximo governador de Minas Gerais para revisar o traçado do Rodoanel Metropolitano, de forma a impedir que a obra cause prejuízos, sobretudo, às populações de Betim e de Contagem. O posicionamento da petista foi feito durante agenda de campanha na manhã desta quarta-feira (30/9), quando a postulante realizou uma caminhada na região Central do município, da Praça Tiradentes até a Praça do Ceabe.
O projeto do Rodoanel prevê a construção de 100 km de vias que cortariam 11 municípios da Grande Belo Horizonte, com investimentos de R$ 3 bilhões na primeira etapa pelo Estado e R$ 2 bilhões pela concessionária Rodoanel BH S/A. A justificativa oficial é retirar o tráfego pesado do Anel Rodoviário da capital e reduzir o número de acidentes.
No entanto, a proposta sofre severas críticas dos municípios de Betim e Contagem por passar por áreas densamente povoadas, além das preocupações em Contagem em relação à preservação da bacia de Vargem das Flores.
À reportagem de O TEMPO Betim, Marília ressaltou que não é contra a construção do Rodoanel, reconhecendo a importância de solucionar os problemas do Anel Rodoviário, mas ponderou que o traçado atual impõe um sacrifício excessivo às duas cidades.
"Não somos contra o Rodoanel, pois reconhecemos a necessidade de resolver o problema do Anel Rodoviário. No entanto, o traçado atual impõe um sacrifício desnecessário a Betim e Contagem. O próximo governador precisará abrir o diálogo para rever a rota, permitindo que a via contorne as regiões povoadas e traga desenvolvimento sem causar prejuízos à população local", declarou.
Ao abordar a mobilidade na Grande BH, a candidata criticou a escassez de alternativas eficientes para o deslocamento intermunicipal e defendeu o investimento em transporte sobre trilhos. "Não dá para o cidadão metropolitano depender apenas de aplicativo, moto ou de um transporte coletivo precário. Nós precisamos expandir o metrô e colocar o trem nos trilhos para garantir mobilidade e qualidade de vida", afirmou Marília.
Em relação à saúde pública, Marília destacou o papel estratégico desempenhado por Betim, ressaltando que a Rede SUS local atende a demandas excedentes vindas de diversas cidades vizinhas, especialmente em procedimentos de média e alta complexidade.
Para mitigar a saturação do Hospital Regional e dos demais equipamentos de saúde locais, Marília defendeu uma gestão integrada e regionalizada, com o aumento de equipamentos de saúde na região e uma melhor regulação pelo Estado.
"Betim é muito sobrecarregada porque responde por dezenas de municípios. Precisamos ter mais equipamentos de saúde espalhados pela Região Metropolitana e uma regulação mais eficiente por parte do governo do Estado para garantir um atendimento adequado nas cidades credenciadas", defendeu Marília.