ELEIÇÕES 2026

Marília Campos defende revisão do traçado do Rodoanel em caminhada em Betim 

Candidata do PT ao Senado, petista participou de caminhada na região Central, nesta quarta (30)

Por Lisley Alvarenga

Publicado em 30 de setembro de 2026 | 12:09

 
 
Marília Campos discursou na Praça Tiradentes e, depois, seguiu em caminhada até a Praça do Ceabe Marília Campos discursou na Praça Tiradentes e, depois, seguiu em caminhada até a Praça do Ceabe Foto: Brandon Santos

Em sua quarta visita a Betim durante a corrida eleitoral, a candidata ao Senado pelo PT, Marília Campos, destacou a necessidade de abrir um diálogo com o próximo governador de Minas Gerais para revisar o traçado do Rodoanel Metropolitano, de forma a impedir que a obra cause prejuízos, sobretudo, às populações de Betim e de Contagem. O posicionamento da petista foi feito durante agenda de campanha na manhã desta quarta-feira (30/9), quando a postulante realizou uma caminhada na região Central do município, da Praça Tiradentes até a Praça do Ceabe.

Assista o vídeo:

O projeto do Rodoanel prevê a construção de 100 km de vias que cortariam 11 municípios da Grande Belo Horizonte, com investimentos de R$ 3 bilhões na primeira etapa pelo Estado e R$ 2 bilhões pela concessionária Rodoanel BH S/A. A justificativa oficial é retirar o tráfego pesado do Anel Rodoviário da capital e reduzir o número de acidentes.

No entanto, a proposta sofre severas críticas dos municípios de Betim e Contagem por passar por áreas densamente povoadas, além das preocupações em Contagem em relação à preservação da bacia de Vargem das Flores.

À reportagem de O TEMPO Betim, Marília ressaltou que não é contra a construção do Rodoanel, reconhecendo a importância de solucionar os problemas do Anel Rodoviário, mas ponderou que o traçado atual impõe um sacrifício excessivo às duas cidades.

"Não somos contra o Rodoanel, pois reconhecemos a necessidade de resolver o problema do Anel Rodoviário. No entanto, o traçado atual impõe um sacrifício desnecessário a Betim e Contagem. O próximo governador precisará abrir o diálogo para rever a rota, permitindo que a via contorne as regiões povoadas e traga desenvolvimento sem causar prejuízos à população local", declarou.

Ao abordar a mobilidade na Grande BH, a candidata criticou a escassez de alternativas eficientes para o deslocamento intermunicipal e defendeu o investimento em transporte sobre trilhos. "Não dá para o cidadão metropolitano depender apenas de aplicativo, moto ou de um transporte coletivo precário. Nós precisamos expandir o metrô e colocar o trem nos trilhos para garantir mobilidade e qualidade de vida", afirmou Marília.

Em relação à saúde pública, Marília destacou o papel estratégico desempenhado por Betim, ressaltando que a Rede SUS local atende a demandas excedentes vindas de diversas cidades vizinhas, especialmente em procedimentos de média e alta complexidade. 
Para mitigar a saturação do Hospital Regional e dos demais equipamentos de saúde locais, Marília defendeu uma gestão integrada e regionalizada, com o aumento de equipamentos de saúde na região e uma melhor regulação pelo Estado.

"Betim é muito sobrecarregada porque responde por dezenas de municípios. Precisamos ter mais equipamentos de saúde espalhados pela Região Metropolitana e uma regulação mais eficiente por parte do governo do Estado para garantir um atendimento adequado nas cidades credenciadas", defendeu Marília.