O Núcleo Anna Medioli, que funciona há 18 anos na região do Teresópolis, em Betim, atende 319 crianças por mês, em período integral
Foto: Grupo SADA/Divulgação
O Núcleo Anna Medioli, que funciona há 18 anos na região do Teresópolis, em Betim, atende 319 crianças por mês, em período integral
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Com a mesma intensidade com que expandiu seus negócios ao longo de 50 anos, o Grupo SADA ampliou sua atuação na área de responsabilidade social. O que começou em 1990, com a Fundação Medioli, hoje é uma cadeia social que abrange várias frentes de atuação: educação, cultura, esporte, promoção de direitos e prevenção e combate à exploração sexual de crianças e adolescentes.
“O crescimento econômico só faz sentido quando gera valor para a sociedade. Por isso, a responsabilidade social permanece integrada ao nosso modelo de negócio, orientando decisões e impulsionando projetos que promovem inclusão, ampliam o acesso a direitos, estimulam o pensamento crítico e contribuem para a construção de uma sociedade mais justa, equitativa e sustentável”, afirma a diretora de Sustentabilidade do grupo, Luisa Medioli.
Segundo Luisa, apenas no ano passado, foram investidos mais de R$ 15 milhões em projetos sociais, beneficiando mais de 500 mil pessoas em 113 cidades brasileiras. O investimento robusto no setor social e as diversas histórias de transformação que ele proporcionou reforçam uma das afirmações mais repetidas pelo fundador do grupo, Vittorio Medioli: “O Grupo SADA se tornou útil para a sociedade e não pode se afastar desse compromisso”.
Um dos pilares que sustentam esse compromisso social é, na verdade, o que deu início à atuação da companhia no terceiro setor: a Fundação Medioli. Criada em 1990, em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, a entidade oferece, há 36 anos, assistência e apoio a pessoas em situação de vulnerabilidade social.
No eixo da assistência social, a fundação atua sobretudo com a doação de itens como cadeiras de rodas, andadores, muletas e bengalas, cobertores e cestas básicas.
Já no eixo da educação, mantém, há 18 anos, o Núcleo Infantil Anna Medioli, atendendo principalmente mães e pais que precisam trabalhar e não têm onde deixar seus filhos. Atualmente, a unidade oferece cuidado integral a 319 meninos e meninas de 0 a 5 anos, que têm acesso às atividades pedagógicas e físicas, além de cinco refeições por dia. O acolhimento também chega às famílias, com iniciativas de assistência social. Ao todo, as ações da unidade impactam cerca de 1.150 pessoas direta e indiretamente, segundo a coordenadora administrativa da Fundação Medioli, Ana Cristina Fernandes.
A psicopedagoga revela que o núcleo, cujo nome homenageia a mãe de Vittorio Medioli, já atendeu, nesses 18 anos, quase 2.500 crianças. Mais do que revelar números, o trabalho realizado no núcleo transformou a história de muitos meninos e meninas. “Sabemos que o núcleo foi um diferencial para essas pessoas. Se trabalhamos bem a base, mesmo num contexto difícil, contribuímos para o desenvolvimento delas”, diz Ana Cristina, que se sente “orgulhosa e grata por fazer parte dessa história desde o início”.
Exemplos de histórias de transformação iniciadas no Núcleo Infantil Anna Medioli não faltam. Ex-aluna da unidade educacional, Ludmila Rocha, de 23 anos, está quase concluindo a faculdade de fisioterapia e reconhece a contribuição da base que recebeu na creche: “Minha história com o Anna Medioli é muito rica. A creche contribuiu de muitas formas para minha formação como pessoa e na trajetória profissional que decidi seguir”.
Irmã de Ludmila, Emilly Rocha, de 20 anos, também foi aluna do núcleo e diz se sentir muito grata por tudo que viveu lá: “Grande parte do que aprendi e da pessoa que me tornei começou ali”.
Já Eduarda Emanuele, hoje com 19 anos, ingressou no núcleo aos 8 meses e se sente duplamente orgulhosa – o espaço acolhe hoje o filho dela, Noah, de 2 anos. “Ver o Noah tendo a mesma oportunidade me enche de gratidão. É especial saber que ele está no lugar que fez tanta diferença na minha vida”, frisa.
Meninadança: parceria que protege meninas nas estradas
Os investimentos sociais do Grupo SADA incluem recursos próprios e incentivos fiscais oriundos de leis federais e estaduais que possibilitam direcionar parte dos tributos a iniciativas alinhadas às prioridades do grupo. Uma delas atua em uma causa central na estratégia de responsabilidade social do Grupo SADA, que é o enfrentamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes (Esca). Apenas em 2025, as ações desenvolvidas na área receberam mais de R$ 1,7 milhão de investimento.
Destaca-se o apoio ao Meninadança, projeto que acolhe anualmente mais de 200 meninas de 10 a 17 anos em cinco municípios ao longo da BR-116, rota conhecida pela incidência de violência sexual infantil no país – Catuji, Padre Paraíso, Ponto dos Volantes e Medina, todas em Minas Gerais, e Cândido Sales, na Bahia. Em espaços chamados “Casas Rosas”, as meninas participam de atividades de arte e educação.
Além de contribuir para a manutenção das atividades do projeto há seis anos, o conglomerado passou a atuar na conscientização de seus colaboradores para transformá-los em agentes de proteção da infância. “O Grupo SADA se tornou um grande aliado, despertando nos motoristas um olhar de proteção para milhares de meninas expostas aos perigos da exploração sexual nas rodovias”, frisa o cofundador do Meninadança Brasil, Warlei Torezani.
Na Mão Certa: grupo se aliou ao Childhood Brasil contra o abuso
Educação preventiva é a palavra de ordem do Programa Na Mão Certa, iniciativa da Childhood Brasil, da qual o Grupo SADA se tornou participante em 2022, após assinar o Pacto Empresarial contra a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes nas Rodovias. A superintendente de programas da Childhood, Eva Dengler, explica que a iniciativa nasceu da necessidade de educar quem atua nas estradas a denunciar a exploração sexual.
O motorista Gerson do Nascimento, da Transzero, colaborador do grupo há cerca de 30 anos, percebe o impacto do programa quando chega às cidades e vê que ele virou assunto ali. “A semente tem sido espalhada pelo Brasil”, comenta.
Eva Dengler ressalta o alto grau de engajamento da companhia com a causa ao citar o patrocínio que será concedido na construção do barco Infância Protegida, que vai percorrer a Ilha de Marajó, no Pará, oferecendo suporte às vítimas de violência sexual: “Quando apresentamos o projeto, o Grupo SADA foi o primeiro a patrocinar. A empresa se dispôs a ajudar por entender a gravidade da situação”.