Ações preventivas para o Citrolândia são debatidas na Câmara | O TEMPO Betim
 
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Ações preventivas para o Citrolândia são debatidas na Câmara

Audiência pública aconteceu nessa quinta-feira (25) com o objetivo de evitar desastres ambientais como os do início deste ano

Publicado em 26 de agosto de 2022 | 17:51

 
 
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A prevenção de novos desastres ambientais na Colônia Santa Isabel, na regional Citrolândia, no período chuvoso foi pauta de uma audiência pública realizada na Câmara Municipal de Betim nessa quinta-feira (25). O autor do requerimento que promoveu o debate foi o vereador Professor Wellington (PSC).

O diretor executivo da Empresa de Construções, Obras, Serviços, Projetos, Transporte e Trânsito de Betim (Ecos), Gustavo Rocha, explicou que a empresa atua na construção e na manutenção de obras e não na mitigação dos efeitos das enchentes. A equipe técnica da Ecos fez um mapeamento das áreas atingidas pelas chuvas e vai agir no reparo das encostas com a maior brevidade possível. Foram detectadas 54 áreas de risco, sendo 33 delas consideradas como críticas.

A coordenadora da Defesa Civil, Suelen Reis, afirmou que 30 ruas foram elencadas como casos mais graves, sendo oito no Citrolândia, principalmente a Nestor Palhares. Foi realizado um levantamento das famílias afetadas, que serão atendidas pelo poder público em parceria com voluntários da comunidade local. 

A superintendente de Licenciamento e Regularização da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Jaqueline Santana, revelou que algumas empresas foram contratadas para auxiliar a pasta no levantamento das áreas de risco, que são muitas e extensas. Jaqueline lamentou que a Vale não tenha ressarcido as pessoas afetadas pelas enchentes, pois a lama do rio Paraopeba trouxe rejeitos da barragem rompida em Brumadinho. As ações para evitar novas tragédias serão traçadas após a conclusão dos estudos.

O engenheiro da Superintendência de Projetos Públicos da Secretaria Municipal de Ordenamento Territorial e Habilitação, José Geraldo de Araújo Lima, ressaltou o planejamento para o reparo das encostas, diante da alta demanda apresentada.

O vereador Professor Wellington lembrou que a confluência do Córrego Bandeirinhas com o Rio Paraopeba representa o ponto mais perigoso de alagamento e pediu celeridade aos órgãos envolvidos.

O presidente da Organização da Sociedade Civil SOS Paraopeba, Acir Torrente, que mora na região do Charneca há mais de 30 anos, afirmou que somente a limpeza da calha do rio Paraopeba e do córrego Bandeirinhas vai resolver o problema. Os representantes da comunidade pediram soluções ágeis para prevenir novas inundações e evitar tragédias materiais e humanas no próximo período chuvoso.