Betim tem alvos da operação ‘Velho Conhecido’, da Polícia Federal | O TEMPO Betim
 
Nesta quarta-feira

Betim tem alvos da operação ‘Velho Conhecido’, da Polícia Federal

Três mandados de prisão preventiva e outros cinco de busca e apreensão foram cumpridos no município e em Lagoa da Prata

Publicado em 10 de maio de 2023 | 11:01

 
 
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Três mandados de prisão preventiva e outros cinco de busca e apreensão foram cumpridos pela Polícia Federal (PF) em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, e em Lagoa da Prata, no Centro-Oeste do Estado, durante a operação “Velho Conhecido”, deflagrada nesta quarta-feira (10). O Juízo da 3ª Vara da Justiça Federal também determinou o sequestro de bens e valores de contas bancárias, poupanças e investimentos dos investigados.

A ação, que acontece em conjunto com a Coordenação-Geral de Inteligência Previdenciária e Trabalhista do Ministério do Trabalho e Previdência (CGTIN), mira uma associação criminosa voltada a fraudar os cofres da União. Segundo a PF, o grupo criava pessoas fictícias por meio da falsificação de certidões de nascimento, documentos de identidade e comprovantes de endereço a fim de fraudar o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O prejuízo causado aos cofres públicos chega a R$ 12,3 milhões, e outros cerca de R$ 4 milhões deixarão de ser desviados com a descoberta dos fraudadores.

“Investigações realizadas pela Polícia Federal permitiram a identificação, através de laudos periciais papiloscópicos, de pessoas inexistentes criadas para a obtenção da vantagem ilícita previdenciária. O grupo também se apropriava de benefícios previdenciários regularmente concedidos, após a morte dos respectivos segurados”, informou a corporação.

Fraudes

De acordo com as investigações, diversas modalidades de benefícios previdenciários foram fraudadas pelo grupo, sobretudo as de amparo a idosos de baixa renda. A partir da identificação dessas fraudes, a polícia chegou a outros suspeitos, que serão autuados por estelionato, qualificação e associação criminosa. Eles poderão pegar de 2 anos e 4 meses a 9 anos e 7 meses de prisão.

O nome da operação, segundo a PF, faz uma alusão a um antigo estelionatário previdenciário que foi preso nesta quarta-feira junto a outros dois. Já outros dois permanecem foragidos, sendo um deles um estudante de medicina que utilizava parte dos recursos desviados do INSS para custear os próprios estudos.