Familiares farão passeata por justiça da morte de mulher em Betim | O TEMPO Betim
 
Revolta e dor

Familiares farão passeata por justiça da morte de mulher em Betim

Ato ocorrerá neste domingo (12), a partir das 12h; Juliana Carla Tinoco Ferreira, de 45 anos, teria sido morta pelo namorado

Publicado em 09 de março de 2023 | 16:58

 
 
Juliana Carla Tinoco Ferreira, de 45 anos, teve morte encefálica confirmada, no dia 22 de fevereiro, um dia após ter sido levada inconsciente pelo namorado para a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) Alterosas Juliana Carla Tinoco Ferreira, de 45 anos, teve morte encefálica confirmada, no dia 22 de fevereiro, um dia após ter sido levada inconsciente pelo namorado para a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) Alterosas Foto: Arquivo pessoal
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Familiares e amigos da operadora de telemarketing Juliana Carla Tinoco Ferreira, de 45 anos, que teve morte encefálica confirmada, no dia 22 de fevereiro, um dia após ter sido levada inconsciente pelo namorado para a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) Alterosas, farão uma passeata para pedir justiça. O ato ocorrerá neste domingo (12), a partir das 12h. A concentração será em frente ao Motel Fuego, no bairro Jardim Alterosas.  

“Minha irmã foi vítima de feminicídio. O Marcos usou de crueldade e nos tirou ela. A Ju era amiga, irmã, mãezona, tia e uma mulher indescritível. Vamos fazer a passeata pedindo que a justiça seja feita. Que este psicopata pague por tudo o que fez com a minha irmã e que outras mulheres consigam se livrar deste ser desprezível”, clamou a irmã de Juliana, Débora Tinoco Ferreira, de 28 anos. 

Em nota, a Polícia Civil de Minas Gerais informou que o inquérito policial segue em tramitação a cargo da Delegacia Especializada de Investigação de Homicídios para apurar as circunstâncias e a causa da morte da mulher, de 45 anos. "A Polícia Civil tem realizado diversas oitivas, diligências e aguarda a conclusão de laudos periciais para a completa elucidação do caso. Até o momento, sem prisão", declara.

O crime

O caos ocorreu no dia 21 de fevereiro, na casa em que o feirante Marcos Roberto Pereira Brito, conhecido como Marcão, morava, na rua Joana Escolástica Rosa, no bairro Jardim Alterosas 2ª Seção.  

Vizinhos viram o momento em que Juliana foi colocada desacordada por ele e por duas mulheres no carro do feirante, um Palio de cor prata, para ser levada para a unidade de saúde, onde entrou em coma e foi diagnosticada com traumatismo craniano.  

Depois de deixá-la na UPA, Marcão não foi encontrado pela polícia para prestar esclarecimento e permanece sumido. Segundo a polícia, ele já possui passagens por agressão física e verbal.