Homem é preso por injúria racial durante partida de futebol | O TEMPO Betim
 
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Homem é preso por injúria racial durante partida de futebol

Crime ocorreu em jogo amador no bairro Sol Nascente; suspeito quase foi linchado pelo time adversário

Publicado em 02 de maio de 2023 | 15:17

 
 
Homem injuriado ficou bastante chateado com o ocorrido; companheiros de time queriam linchar o agressor Homem injuriado ficou bastante chateado com o ocorrido; companheiros de time queriam linchar o agressor Foto: Pixabay/Reprodução
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Uma injúria racial cometida durante uma partida de futebol amador no bairro Sol Nascente, em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, terminou com um homem preso nesse domingo (30). Segundo a Polícia Militar (PM), a corporação foi acionada depois que uma confusão generalizada se formou no campo.

Tudo começou quando o jogador de um time chamou um oponente de “Mussum” em tom pejorativo por conta da cor da pele dele. Indignados com a situação, tanto a vítima quanto o restante do time em que ela jogava foram tirar satisfação com o agressor.

“Quando chegamos ao local, o autor estava trancado no vestiário com medo de ser agredido pelos outros jogadores. Questionado sobre o que tinha acontecido, ele mesmo nos relatou na maior naturalidade, e ainda repetiu que havia chamado a vítima de ‘Mussum’”, relata o tenente Guilherme Rodrigues, do 33° Batalhão da Polícia Militar (BPM), que atendeu a ocorrência.

De acordo com o policial, o homem injuriado ficou bastante chateado com o ocorrido. Já os companheiros de time queriam linchar o agressor.

“Há pouco tempo, houve uma mudança na lei. O crime de injúria racial era tratado como de menor potencial ofensivo. Nesse caso, era feito apenas o registro da ocorrência, e, depois, o autor ia a um juizado especial para participar de uma audiência. Hoje, é um crime inafiançável, que prevê a condução do autor à delegacia, e ele é mantido preso até a realização da audiência de custódia”, explica o tenente.

Ainda conforme relatado pelo militar, os companheiros de futebol da vítima fizeram questão de acompanhá-lo até a sede do 33° BPM para requerer a aplicação das medidas policiais cabíveis e se colocaram à disposição como testemunhas.