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‘Muitas coisas bacanas vão acontecer neste show em Betim’, diz Kiko Zambianchi

Cantor e compositor se apresenta junto com a banda L6 na Hope Pub na noite desta sexta-feira (7)

Da Redação

Publicado em 06 de julho de 2023 | 16:51

 
 
Kiko é compositor de “Primeiros Erros”, primeiro single que estourou nas rádios e se tornou um grande sucesso da banda Capital Inicial Kiko é compositor de “Primeiros Erros”, primeiro single que estourou nas rádios e se tornou um grande sucesso da banda Capital Inicial Foto: Divulgação

Kiko Zambianchi sobe ao palco da Hope Pub, nesta sexta (7), para tocar os maiores hits dos seus mais de 40 anos de carreira. O cantor, compositor e guitarrista se apresenta a convite da banda betinense L6, na comemoração dos nove anos da casa de shows.

Em entrevista ao O Tempo Betim, ele falou sobre os desafios de se fazer música atualmente, da polêmica envolvendo a regravação da música “Hey Jude”, dos Beatles, e do show na cidade, que promete ser memorável.

Kiko, a música “Primeiros Erros” é uma das mais emocionantes de todo o rock produzido no Brasil. Pode nos contar a história por trás da composição desse clássico?

Foi uma música que surgiu de várias que eu estava compondo na época em que estava fazendo o meu primeiro disco. Foi feita em um momento em que eu havia me mudado do interior para São Paulo e não conhecia ninguém. Uma época em que eu tinha síndrome do pânico, mas não havia diagnóstico para a doença. Então, eu estava perdido em São Paulo, sem conhecer muita gente e ainda tendo ataque de pânico, que não tinha como tratar. 

Você tem mais de 40 anos de carreira. Qual a diferença que é para você tocar antes para as gravadoras e hoje para as plataformas de streaming?

As gravadoras tinham um diretor artístico. Você era contratado porque esse diretor e toda a empresa achavam que você era um bom artista, que você podia fazer parte do casting e que traria um retorno para a gravadora. Mas, agora, no caso da internet, a maioria dos músicos e dos artistas, ou não, que quiser fazer e lanças músicas têm essa possibilidade. A diferença é que antes existia uma curadoria. As pessoas escolhiam os artistas de acordo com o talento. Hoje, a gente tem um monte de gente fazendo música e tem que procurar no meio desse monte os que realmente interessam. É uma dificuldade, porque hoje são mais de 60 mil músicas lançadas por dia na internet. Então, fica difícil a gente ter esse espaço. No meu caso, como tenho um trabalho anterior até a internet, fica mais fácil, porque tenho um nome. Mas, para quem está começando, fica muito difícil e, muitas vezes, depende de sorte ou da pessoa se vender ao estilo e ao hit do momento, tentar entrar numa moda. Então, é mais selvagem esse estilo de mídia, de carreira. Hoje é muito difícil você aparecer.

Por que você rejeitou a regravação de “Hey Jude”, dos Beatles, uma música que foi elogiada até por Paul McCartney?

Não foi uma questão de rejeitar. Na verdade, eu tinha feito um disco anteriormente, e essa música foi gravada para uma trilha da novela. Ela tinha outro estilo, não era a minha banda que estava tocando. Para a novela “Top Model”, a música era interessante, cabia direitinho para o personagem. Era o Nuno Leal Maia. Ele tinha filhos e todos tinham nomes dos Beatles. Mas a gravadora colocou a música no meu disco, que tinha outro conceito, outra concepção de arte. O que eu não gostei foi incluir a música (no disco dele) depois de tanto tempo da novela. Fizeram uma outra capa e lançaram o mesmo disco que eu tinha feito com uma concepção completamente diferente, incluindo “Hey Jude”, que não combinava com nenhuma das músicas que estavam ali. Essa foi a rejeição. Foi isso que não aprovei.

Qual a sua relação com a Banda L6, de Betim?

Não temos uma relação de amizade, mas foi um convite que aceitei para participar desse projeto deles, por achar que é uma banda legal e que vai sair um som bacana. 

O que os seus fãs podem esperar da apresentação desta sexta-feira (7) na Hope?

O pessoal pode esperar os meus hits, as minhas músicas mais conhecidas, que fizeram parte da minha carreira. E, como a gente tem o aniversário da Hope, a gente tem muitas outras coisas bacanas que vão acontecer por lá. Então, os fãs podem esperar uma dedicação total, em que vou tocar da melhor forma que eu puder.

Para finalizar, vamos como uma brincadeira: se você pudesse ver seu passado inteiro, faria algo diferente?

São muitas coisas que eu faria diferente. Nem sempre o que a gente escolhe pra vida da gente é o que acontece. Mas, só com a experiência, a gente apreende. Muitas vezes, a gente até recebe um toque sobre o que pode acontecer, mas, na maioria das vezes, a gente faz o que está no coração. E isso é normal com todo mundo. Na maioria das vezes, me arrependo das coisas que não fiz. Queria mudar algumas coisas, mas, às vezes, penso que elas fazem parte da minha história e não mereçam ser apagadas.