INOVAÇÃO

IGAR surge para elevar a taxa de reciclagem de veículos, hoje em 1,5%, destaca Daniela Medioli

A nova empresa do Grupo SADA foi inaugurada nessa quarta-feira (25/2), em Igarapé

Por Gabriel Rodrigues


Publicado em 26 de fevereiro de 2026 | 10:38
 
 
Daniela Medioli destaca a importância da reciclagem de veículos para o meio ambiente

O ciclo de reciclagem de veículos segue o conceito da economia circular, modelo que busca minimizar ao máximo o desperdício. Em seu discurso durante a inauguração da Igarapé Reciclagens (IGAR), Daniela Medioli, vice-presidente do Grupo SADA, destacou o papel da nova estrutura no setor automotivo. “A taxa de reciclagem de veículos ainda é extremamente baixa, chegando a apenas 1,5%. Ao mesmo tempo, convivemos com pátios lotados e carcaças abandonadas, que representam riscos ambientais e de segurança. A IGAR surge como resposta concreta a esse cenário, oferecendo uma solução estruturada, rastreável e ambientalmente responsável”, afirmou.

A nova empresa do Grupo SADA foi inaugurada nesta quarta-feira (25/2), em Igarapé. A maior recicladora integrada de automóveis do Brasil demandou investimentos de R$ 200 milhões e tem potencial para processar até 300 mil veículos por ano. A planta posiciona-se como peça-chave na sustentabilidade da indústria automotiva brasileira.

A unidade de 80 mil metros quadrados consegue gerar de 100 a 120 toneladas de sucata por hora. No primeiro ano de operação, a previsão é chegar a 50 mil carros reciclados. A sucata será direcionada à indústria siderúrgica, por exemplo, e utilizada tanto na produção de novos veículos quanto em outros itens. O primeiro contrato do novo empreendimento foi firmado com a ArcelorMittal Brasil, que processará o material para a produção de aço.

"É uma grande honra inaugurar oficialmente a IGAR Reciclagens, o mais novo empreendimento do Grupo SADA. Hoje celebramos a concretização de um projeto sonhado há quase uma década, que nasce como o maior e mais moderno centro de reciclagem veicular da América Latina, com capacidade para processar até 300 mil veículos por ano e potencial para reinserir até 80% dos materiais em novos ciclos produtivos", destacou a vice-presidente.

Ela lembrou, em seu discurso, que a IGAR foi idealizada como uma solução estruturante para a cadeia automotiva e siderúrgica brasileira. "Inspirada nos princípios da Política Nacional de Resíduos Sólidos e no conceito de responsabilidade compartilhada, propusemo-nos a enfrentar, de forma integrada, os desafios logísticos, ambientais e econômicos relacionados aos veículos em fim de vida", disse. 

"Construímos aqui um parque industrial moderno, com tecnologia de ponta para descontaminação e processamento, além de uma plataforma logística robusta — um dos grandes diferencial do projeto. Escolher Igarapé não foi por acaso. Estamos na principal rota reversa de implementos cegonha do país, o que nos permite operar com eficiência tanto na entrada dos veículos quanto na destinação sustentável dos materiais", completou.