
Uma nova aparição de espuma branca foi registrada nesta sexta-feira (12/6), no rio Paraopeba, em Betim. Desta vez, o material foi identificado na foz do rio Betim, ponto onde o afluente deságua no Paraopeba, na divisa entre Betim e Juatuba. O episódio é o terceiro registrado em menos de duas semanas na região.
O primeiro caso foi registrado em 30 de maio, quando moradores flagraram extensas camadas de espuma na tríplice divisa entre Betim, Juatuba e São Joaquim de Bicas. Nove dias depois, em 8 de junho, uma equipe do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paraopeba (CBH Paraopeba) encontrou o material em outro trecho do rio, na altura do bairro Aroeiras, próximo à BR-262.
Após os dois primeiros episódios, equipes do CBH Paraopeba realizaram coletas de água para análise laboratorial. Os resultados ainda não foram divulgados.
Segundo o presidente do comitê, Heleno Maia, as investigações buscam identificar a origem e a composição do material.
“Casos como esses precisam ser respondidos com base em critérios técnicos e legais. Estamos atuando em conjunto com os órgãos competentes para entender as causas do problema e garantir a segurança hídrica da região”, afirmou Heleno.
Em paralelo às análises, o CBH Paraopeba e a Polícia Militar de Meio Ambiente iniciaram visitas a empresas instaladas em Betim para orientar empresários sobre boas práticas ambientais e apurar possíveis fontes de contaminação. Nesta primeira etapa, uma empresa de produtos químicos, uma garagem de ônibus e um frigorífico foram visitados. A previsão é que as ações continuem até o fim de junho.
A Prefeitura de São Joaquim de Bicas informou, por meio de nota, que realiza inspeções e fiscalizações ambientais sempre que identifica situações que demandem averiguação ou mediante o recebimento de denúncias.
O município declarou ainda que grande parte dos empreendimentos localizados na região possui licenciamento ambiental concedido pelos órgãos ambientais estaduais, especialmente a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad-MG) e a Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), e que o acompanhamento das condicionantes ambientais desses empreendimentos é de responsabilidade desses órgãos estaduais.
A equipe de O TEMPO Betim entrou em contato também com as Prefeituras de Betim e Juatuba, além da Semad-MG, para saber se os municípios e o Estado adotaram alguma providência em relação aos episódios registrados, e aguarda retorno.