Mecânico Carlos Alberto dos Santos foi morto a tiros em Betim na noite desta terça-feira (14)
Foto: Arquivo da família
Mecânico Carlos Alberto dos Santos foi morto a tiros em Betim na noite desta terça-feira (14)
Foto: Arquivo da família
O sargento reformado da Marinha suspeito de matar o mecânico Carlos Alberto dos Santos, o Gaiola, de 61 anos, em Betim, nessa terça-feira (14/7), teve a prisão convertida em preventiva pela Justiça de Minas Gerais. Como o estado não possui instalações para a custódia de militares da instituição, ele deverá ser encaminhado para um presídio na Ilha das Cobras, no Rio de Janeiro. A transferência foi autorizada pelo juiz Leonardo Cohen Prado.
A audiência de custódia do suspeito, que era vizinho da vítima no Condomínio Saraiva, no bairro Quintas do Godoy, aconteceu nessa quarta (15/7). Na ocasião, o Ministério Público representou pela prisão preventiva sob o argumento da garantia da ordem pública. Já o juiz frisou a gravidade do episódio e ressaltou o risco de reincidência, já que o sargento possui dois registros anteriores no Tribunal do Júri.
Um deles é o de um homicídio cometido em 2014, em Taguatinga (DF). De acordo com o processo, o homem atacou com diversos golpes de espada um pastor que viajava de ônibus com os dois filhos, de 12 e 5 anos. A vítima estava cochilando com a criança menor no colo quando foi surpreendida pelos ataques fatais em um momento de surto psicótico do suspeito.
As ações anteriores haviam sido baixadas em dezembro de 2022 após a extinção de medidas de segurança.
Em relação ao crime que teria sido cometido nesta semana, a defesa do suspeito solicitou a instauração de um incidente de insanidade mental, sob a alegação de que o militar é diagnosticado com esquizofrenia e síndrome de burnout, e faz uso contínuo de medicação antipsicótica.
Além disso, o investigado possui um histórico de interdição civil movido pela própria mãe, em 2021, na 1ª Vara de Família de Betim. O pedido pericial foi aceito pelo juiz, com a concordância do Ministério Público, a fim de avaliar a capacidade de discernimento no momento do crime.
Por ora, o sargento da Marinha permanecerá sob custódia na 4ª Companhia de Polícia do Exército, em Belo Horizonte, até que seja realizada a transferência interestadual.