CASO GAIOLA

Justiça converte em preventiva prisão de sargento da Marinha suspeito de matar mecânico em Betim 

Homem será transferido para presídio no Rio de Janeiro, já que Minas não tem instalação para custódia de militares da instituição

Por Vitor Fórneas


Publicado em 16 de julho de 2026 | 14:32
 
 
Mecânico Carlos Alberto dos Santos foi morto a tiros em Betim na noite desta terça-feira (14)

O sargento reformado da Marinha suspeito de matar o mecânico Carlos Alberto dos Santos, o Gaiola, de 61 anos, em Betim, nessa terça-feira (14/7), teve a prisão convertida em preventiva pela Justiça de Minas Gerais. Como o estado não possui instalações para a custódia de militares da instituição, ele deverá ser encaminhado para um presídio na Ilha das Cobras, no Rio de Janeiro. A transferência foi autorizada pelo juiz Leonardo Cohen Prado.

A audiência de custódia do suspeito, que era vizinho da vítima no Condomínio Saraiva, no bairro Quintas do Godoy, aconteceu nessa quarta (15/7). Na ocasião, o Ministério Público representou pela prisão preventiva sob o argumento da garantia da ordem pública. Já o juiz frisou a gravidade do episódio e ressaltou o risco de reincidência, já que o sargento possui dois registros anteriores no Tribunal do Júri.

Um deles é o de um homicídio cometido em 2014, em Taguatinga (DF). De acordo com o processo, o homem atacou com diversos golpes de espada um pastor que viajava de ônibus com os dois filhos, de 12 e 5 anos. A vítima estava cochilando com a criança menor no colo quando foi surpreendida pelos ataques fatais em um momento de surto psicótico do suspeito.

As ações anteriores haviam sido baixadas em dezembro de 2022 após a extinção de medidas de segurança.

Incidente de insanidade mental

Em relação ao crime que teria sido cometido nesta semana, a defesa do suspeito solicitou a instauração de um incidente de insanidade mental, sob a alegação de que o militar é diagnosticado com esquizofrenia e síndrome de burnout, e faz uso contínuo de medicação antipsicótica.

Além disso, o investigado possui um histórico de interdição civil movido pela própria mãe, em 2021, na 1ª Vara de Família de Betim. O pedido pericial foi aceito pelo juiz, com a concordância do Ministério Público, a fim de avaliar a capacidade de discernimento no momento do crime. 

Por ora, o sargento da Marinha permanecerá sob custódia na 4ª Companhia de Polícia do Exército, em Belo Horizonte, até que seja realizada a transferência interestadual.