REVOLTA

Família de Gaiola fará cavalgada em Betim para cobrar justiça e agilidade em processo

Manifestação está marcada para sábado (19); concentração será às 8h30, na portaria do Condomínio Saraiva, onde Carlos Alberto dos Santos morava e foi morto 

Por Lisley Alvarenga

Publicado em 15 de setembro de 2026 | 12:40

 
 
Mecânico Carlos Alberto dos Santos, conhecido como Gaiola, de 61 anos, foi morto a tiros no último dia 14 de julho, em frente à sua casa, no Condomínio Saraiva, em Betim Mecânico Carlos Alberto dos Santos, conhecido como Gaiola, de 61 anos, foi morto a tiros no último dia 14 de julho, em frente à sua casa, no Condomínio Saraiva, em Betim Foto: Arquivo da família

Familiares, amigos e companheiros de cavalgada do mecânico Carlos Alberto dos Santos, conhecido como Gaiola, de 61 anos, vão realizar, neste sábado (19/9), uma cavalgada em memória da vítima, para cobrar justiça e a agilidade do processo que apura o assassinato dele. A concentração será às 8h30, na portaria do Condomínio Saraiva, em Betim, onde Gaiola morava e foi morto a tiros, no último dia 14 de julho. A saída está prevista para as 9h. 

Segundo uma das filhas de Gaiola, Ingrid Gaissler dos Santos, o principal foco da manifestação é pressionar pela conclusão do laudo que avaliará as condições psicológicas do terceiro-sargento reformado Guilherme Augusto Rodrigues Martins, de 34 anos, indiciado pelo assassinato. O exame foi solicitado pela Justiça e, enquanto o resultado não é concluído, o processo permanece parado.  

“Estamos fazendo essa cavalgada em memória do meu pai, mas também para pedir justiça. Queremos que esse laudo saia o quanto antes para que o processo possa continuar. Hoje não temos uma previsão de quando esse resultado será concluído, e isso deixa a família ainda mais angustiada. A intenção é chamar a atenção para essa espera e pedir agilidade, sem esquecer que o principal objetivo é homenagear o meu pai e manter viva a memória dele”, salientou Ingrid. 

Guilherme está preso no Presídio da Marinha, no Rio de Janeiro, e, conforme informado pela família de Gaiola, continuará na unidade até a conclusão da perícia. Até o momento, não há previsão para a entrega do laudo. 

Sobre a cavalgada 

Antes da saída para a cavalgada, os participantes farão uma oração e a leitura de uma mensagem em memória de Gaiola. Camisas com a fotografia dele também foram confeccionadas para a ocasião.

O percurso previsto começa na portaria do Condomínio Saraiva, segue em direção à Pedreira, passa pela Lagoa Santa Cruz e pelos Liberatos, incluindo a subida do Liberatos. Depois, os cavaleiros seguirão pelo asfalto da Beira Rio até a Praça São Cristóvão, no bairro Angola.