NOVA FASE

Comissão que apura o caso Revisa conclui oitivas e vai enviar relatório à Comissão de Ética após analisá-lo

Segundo o presidente da comissão, Alexandre da Paz, grupo já coletou elementos suficientes para elaborar um relatório sobre a denúncia

Por Lisley Alvarenga


Publicado em 16 de junho de 2026 | 13:19
 
 
Alexandre da Paz, presidente da comissão que apura o caso Revisa

A comissão especial da Câmara Municipal que apura denúncias envolvendo a instituição social Revisa entrou em uma nova fase. Depois de concluir a fase das oitivas, o grupo vai analisar os depoimentos colhidos e encaminhar o relatório final à Comissão de Ética da Casa, que tem a responsabilidade de verificar sobre a conduta dos envolvidos e tomar as providências cabíveis, caso necessário.  

Veja o vídeo:

Presidente da comissão, o vereador Alexandre da Paz (MDB) esclareceu que as oitivas foram interrompidas, uma vez que o grupo “já coletou elementos suficientes para finalizar o relatório sobre o caso”.  

"A comissão tem caráter exclusivamente investigativo e não possui competência para instaurar processos disciplinares. A gente vai avaliar se houve algum crime parlamentar ou alguma questão relacionada ao decoro para que a Comissão de Ética da Casa possa analisar e decidir quais medidas serão tomadas”, explicou o parlamentar. 

Durantes as oitivas, a comissão ouviu representantes ligadas à Revisa e pessoas citadas durante as investigações. Entre elas estão Solange Aparecida Silveira, procuradora da entidade; Salete Aparecida Santos, atual presidente da instituição; e Maria de Fátima Cardoso Rolim, apontada como prestadora de serviços de consultoria para Revisa. 

Também prestou depoimento a secretária adjunta de Convênios e Parcerias de Betim, Laura Martins. Ela foi responsável por declarar a entidade inapta para receber quase R$ 4 milhões em emendas parlamentares após identificar supostas irregularidades na documentação apresentada.

A servidora afirmou durante depoimento que a instituição não possuía requisitos mínimos para funcionamento, como sede própria e experiência comprovada para executar o projeto que receberia os recursos municipais. 

Sobre a investigação  

A investigação da comissão da Câmara teve início após denúncias envolvendo a Revisa e ganhou repercussão depois que uma diligência realizada pela prefeitura não teria localizado o imóvel informado como sede da entidade no bairro Brasileia. O caso também é acompanhado pelo Ministério Público, que conduz uma investigação sob sigilo.

Com Iêva Tatiana.