JUSTIÇA

Emoção toma conta de familiares e amigos em cavalgada que homenageou Carlinhos Gaiola, em Betim

Encontro ocorreu no Condomínio Saraiva, onde ele morava

Por Sara Lira


Publicado em 19 de setembro de 2026 | 11:31
 
 
Participantes realizaram alguns momentos antes da cavalgada iniciar, como este, em que fizeram uma cruz com chapéus

Amigos e familiares do mecânico Carlos Alberto dos Santos, o Gaiola, que foi assassinado em julho deste ano, se reuniram, na manhã deste sábado (19/9) para homenagear o empresário. Para além disso, eles também clamam por justiça e pela celeridade no processo que julga o indiciado do crime.

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Vestidos com camisas estampando a foto e o nome de Gaiola, os participantes se emocionaram ao lembrar dele.

"Eu não imaginava reunir esse tanto de gente. Temos recebido muitas manifestações de carinho desde o acontecido e vemos o quanto meu pai era querido. Ele foi um homem que deixou uma marca e por isso estamos aqui: para homenagear, pra mostrar que estamos morrendo de saudade e também com sede de justiça", afirmou uma das filhas, Ingrid Gaissler dos Santos.

Ela ainda comenta que a cavalgada foi escolhida por ser uma atividade que o pai amava. "É um momento que traz muitas lembranças boas, pois o cavalo era algo que meu pai gostava. Era um momento de lazer e de distração para ele", contou.

Antes de saírem em cavalgada, eles cantaram canções religiosas e fizeram orações. O momento fez muitos irem às lágrimas. Um dos que se emocionou foi o amigo de Gaiola, o empresário João Gilberto Ferreira. 

"Ele (Gaiola) era uma pessoa de um coração enorme e de um companheiros sem igual. Essas lágrimas não são atoa. Está sendo muito difícil conviver com isso e a gente torce por justiça e pra ver a coisa (processo) andar", relatou.

 

Processo

O terceiro-sargento reformado da Marinha, Guilherme Augusto Rodrigues Martins, foi indiciado pelo crime. Ele, que era vizinho da vítima, desferiu cinco tiros contra Carlos na tarde de 14 de julho, no Condomínio Saraiva, onde ambos moravam. Gaiola chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. 

Martins, supostamente diagnosticado com esquizofrenia, está preso preventivamente no Presídio da Marinha, no Rio de Janeiro. A Polícia Civil chegou a pedir a internação dele em um hospital psiquiátrico, no entanto, a solicitação foi negada pela Justiça de Minas. Assim, ele continuará na unidade até que haja a conclusão da perícia que avaliará sua condição psicológica.

*Com Brunna da Matta